Trabalhadores portugueses e sindicatos franceses na região de Paris: uma tentativa de interpretação das suas relações
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197340.04Palavras-chave:
trabalhadores portugueses, sindicatos franceses, região de Paris, classe operária, trabalhadores imigradosResumo
Na primeira parte deste trabalho, publicada no número anterior de Análise Social, foram descritos os aspectos mais significativos das relações entre os trabalhadores portugueses e os sindicatos franceses, nomeadamente na Região de Paris. Embora fazendo parte da classe operária em França, os trabalhadores portugueses encontram-se numa situação de «marginalidade» em relação aos sindicatos que, em princípio, deveriam defender os seus interesses. Tenta-se, neste artigo, interpretar essa situação. Numa primeira parte examinam-se as funções económicas, políticas e «sociais» que, em benefício das classes dominantes, a imigração desempenha nos países industrializados da Europa. Numa segunda parte, adoptando uma perspectiva histórica, o autor procura mostrar que os sindicatos franceses têm vindo a transformar-se em verdadeiros «aparelhos de estado» e que a sua acção se exerce sob o efectivo contrôle daquelas mesmas classes dominantes. Na parte final, a «marginalidade» dos trabalhadores imigrados aparece, portanto, como o efeito necessário, quer das funções desempenhadas pela imigração, quer das características assumidas pelas organizações sindicais nos países capitalistas altamente desenvolvidos.
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