Metamorfoses corporativas? – Associações de interesses económicos e institucionalização da democracia em Portugal (II)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1992115.04Palavras-chave:
organizações representativas de interesses económicos, regime político português, movimento sindical português, associativismo empresarial, associações de agricultoresResumo
Revisto pelos autores e aumentado com algumas notas que dão conta das principais «novidades» ocorridas entre 1987 e Setembro de 1991, o texto, de que se publicou no último número de Análise Social a primeira parte, foi elaborado em 1987, no de um projecto internacional («Interest organizations and democratic consolidation Southern Europe») que envolveu investigadores portugueses, espanhóis, italianos, gregos e turcos, sendo coordenado em Florença, no Instituto Universitário Europeu, pelo professor norte-americano Philippe Schmitter. Mais do que uma «consolidação democrática» sobre a qual os autores se abstêm de profetizar, trata das acções, omissões e transformações das principais organizações representativas de interesses económicos ao longo do demorado processo de instauração e institucionalização do actual regime político português. A primeira parte do texto (publicada no n.° 114 de Análise Social) compreende, depois de uma breve introdução teórica, os capítulos relativos à evolução do movimento sindical português (a partir da «abertura» do regime salazarista empreendida por Marcello Caetano) e ao advento, posterior ao 25 de Abril, de um novo associativismo empresarial. Nesta segunda parte, os autores contemplam as associações de agricultores e tiram algumas conclusões, que consideram, aliás, provisórias.

