Utilização do Protocolo RUSH no Diagnóstico Diferencial do Doente em Choque

  • Joana Fernandes de Sousa Anesthesiology Service, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisbon, Portugal
  • Tiago Duarte Anesthesiology Service, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisbon, Portugal
  • Gonçalo Almeida Anesthesiology Service, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisbon, Portugal
  • Maria Pereira Anesthesiology Service, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisbon, Portugal
Palavras-chave: Anafilaxia; Avaliação Geriátrica; Choque/diagnóstico por imagem; Diagnóstico Diferencial; Ferimentos e Lesões; Idoso; Protocolos Clínicos

Resumo

A abordagem do idoso vítima de trauma, com incidência cada vez mais frequente, representa um desafio único. A hemorragia maciça é a principal causa de morte evitável no trauma. Descrevemos o caso de um choque anafilático, num pescador de 80 anos, vítima de trauma. Uma ferida penetrante no membro inferior
era visível, mas o doente encontrava-se hemodinamicamente estável. No bloco operatório, e para evitar a disfunção plaquetária, foi administrado um pool de plaquetas. Trinta minutos após o início da cirurgia o doente ficou hipotenso e a resposta ao vasopressor foi transitória. A ultrassonografia RUSH excluiu hipovolémia, disfunção cardíaca e pneumotórax. A descoberta de um eritema generalizado permitiu orientar o tratamento. O choque anafilático constitui uma reacção sistémica rara potencialmente fatal, e o seu reconhecimento nos doentes anestesiados é um desafio.Apesar de a principal causa de morte no trauma ser hemorrágica, devemos estar tecnicamente preparados para excluir outras causas de choque.

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Referências

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Publicado
2019-05-31
Como Citar
de Sousa, J., Duarte, T., Almeida, G., & Pereira, M. (2019). Utilização do Protocolo RUSH no Diagnóstico Diferencial do Doente em Choque. Revista Da Sociedade Portuguesa De Anestesiologia, 28(2), 133-135. https://doi.org/10.25751/rspa.16135