Os Ciganos do Catumbi: De "andadores do Rei" e comerciantes de escravos a oficiais de justiça na cidade do Rio de Janeiro
Palabras clave:
ciganos calon, comércio de escravos, poder judiciário, Rio de JaneiroResumen
Este artigo discute a participação dos ciganos calon no comércio de escravos africanos e no poder judiciário carioca desde a corte de D. João VI, analisando as práticas comerciais e a formação de redes de organizações e relações informais. A presença desse grupo no mais importante mercado de cativos e numa instituição pública cuja lógica se baseia nos laços impessoais e contratuais, constitutivos vida urbana, oferece-nos uma interessante oportunidade de reflexão sobre as formas de negociação a partir das quais os ciganos conseguiram, na esfera do trabalho, uma inserção de destaque na cidade do Rio de Janeiro. Suas estratégias revelam a alta competência sociológica do grupo ao ocupar um nicho de mercado, valendo-se da habilidade para comercializar mercadorias freqüentemente preteridas pela grande empresa traficante (os chamados "escravos de segunda-mão") e para incluir nas "custas", as despesas de um litígio, gorjetas estabelecidas mediante uma arguciosa negociação com as partes envolvidas num processo judicial.
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