Reconfigurar o espaço com base em imagens: Atlas Visual Infinito da zona ribeirinha de Lisboa
Palavras-chave:
atlas visual, memória, paisagens frágeis, regeneração urbana, infraestruturasResumo
O artigo apresenta a investigação sobre a zona ribeirinha de Lisboa realizada pelo Laboratório Lisboa e o Rio (constituído por 12 estudantes, 1 professor e 2 investigadores), no âmbito do Mestrado Integrado em Arquitetura do Iscte (2020/2021). Com base numa grelha conceptual associada a imagens e constituída por diferentes categorias – Topografia, Fronteira/Limite, Memória, Infraestruturas, Paisagens Frágeis, Ícones, Acontecimentos, Mobilidade, Vida, (In)previsibilidade e Utopia – construímos um atlas visual da zona ribeirinha de Lisboa de modo a compreender o território e dar-lhe novos significados (Laboratório Lisboa e o Rio, 2021a). O objetivo central foi perceber a origem e evolução do edificado existente e as dinâmicas da população ribeirinha, para posterior realização de propostas arquitetónicas de regeneração da linha de costa. O Atlas Mnemosyne, de Aby Warburg (2010), foi a principal referência. A metodologia teve por base pesquisa bibliografia e imagens de arquivos da Câmara Municipal de Lisboa, do Porto de Lisboa, do Museu de Lisboa, da Biblioteca Nacional, entre outros, e de sites e páginas web. Produzir o atlas foi “reconfigurar o espaço, redistribuí-lo, desorientá-lo” (Didi-Huberman, 2010, pp. 6-7), de modo a construir uma geografia alternativa, uma nova forma de ver e dar a ver, associando diferentes matérias que fomos recolhendo ao longo do tempo. Combinar imagens e realizar conexões inesperadas a partir de diferentes categorias que construíam uma linha de pensamento, fez-nos descobrir olhares diferentes sobre a zona ribeirinha e, com isso, criar uma base de investigação para a realização de propostas arquitetónicas de regeneração da linha de costa.
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