Entre a Crise Sistêmica e a Ausência de Projeto Nacional: Brasil, África e os limites da atuação brasileira no Atlântico Sul
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea50.44522Palavras-chave:
Política Externa Brasileira, África Atlântica , Atlântico Sul, Segurança e Defesa, Crise e Transição SistêmicaResumo
O Atlântico Sul constitui um espaço geopolítico que historicamente estrutura as interações entre o Brasil e a África Atlântica, conectando agendas de desenvolvimento, segurança marítima e inserção internacional. Em um contexto de crise e transição da ordem
internacional, intensifica-se a presença de potências extrarregionais, sobretudo na costa africana, ampliando disputas por rotas e recursos estratégicos. Argumenta-se que, embora o Brasil reconheça a centralidade estratégica do Atlântico Sul e das relações com países africanos, sua atuação tem sido marcada por oscilações decorrentes da ausência de um projeto nacional de longo prazo. Essa lacuna limita sua capacidade de construir políticas duradouras de cooperação política, econômica e de segurança com os Estados africanos da região.
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