Insegurança Alimentar e Cooperação Internacional: Os desafios entre Brasil e Moçambique para o combate à fome
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea50.44920Palavras-chave:
Brasil, Moçambique, Campesinato, Capacidades Estatais, Conflito, cooperação Sul-Sul, Insegurança Alimentar, Políticas PúblicasResumo
Diante de uma possível escassez global de alimentos, diversos países têm despendido esforços para promover a sua segurança alimentar, incluindo Moçambique. Nesse contexto, este artigo tem por objetivo identificar os motivos pelos quais a cooperação estabelecida com o Brasil não se repercutiu, até hoje, em efeitos significativos no combate à fome. Sendo uma pesquisa de caráter qualitativo, analisaram-se projetos executados no âmbito da cooperação bilateral, bem como bibliografia selecionada. Conclui-se que a persistência da insegurança alimentar em Moçambique está relacionada com: (i) a fragilidade das capacidades estatais, que limita a formulação de políticas assertivas; (ii) o carácter passivo da cooperação bilateral, incapaz de introduzir efeitos estruturantes significativos; e (iii) a marginalização do campesinato local, diante da priorização de setores ligados ao agro-negócio.
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