Percepções da política: um caso sul-africano
DOI:
https://doi.org/10.4000/cea.1062Palavras-chave:
Community development, political participation, Durban, South AfricaResumo
A maior parte das teorias sobre o político em África baseia-se, de uma maneira ou de outra, sobre o pressuposto de uma distinção fundamental entre uma forma de dominação ocidental, burocrática e formal, e uma dominação africana muito mais personalizada. Este artigo propõe-se contribuir para o debate, examinando em detalhe concreto, num projecto de desenvolvimento urbano em Durban/África do Sul, a interacção destes dois modos de compreender o político. A existência das duas lógicas é identificada no caso, senda o forma legal representada pela organização encarregada de promover o desenvolvimento, e a forma personalizada pelas organizações comunitárias. Verifica-se, porém, que as duas concepções do político são menos dicotómicas do que parece à primeira vista. Com efeito, a introdução de relações patrimoniais foi condicionada pelo quadro legal, e os recursos utilizados para estabelecer o podes dos líderes comunitários foram postos à sua disposição pelo quadro legal.
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