• Camponeses em Movimento. Turbulências entre Dinâmicas Globais, Migrações e Segurança Alimentar
    n.º 29 (2015)
    Este número temático dos Cadernos de Estudos Africanosapresenta algumas das publicações resultantes do projeto de pesquisa African societies facing global dynamics: Turbulences between external intervention, migration, and food insecurity. A ideia subjacente era investigar as dinâmicas globais contemporâneas enfrentadas pelas sociedades africanas, a forma como elas interagem com processos internos de mudança e as respostas destas sociedades a essas pressões.As contribuições abordam as principais questões levantadas no projeto de pesquisa Dynamics de maneiras diferentes. Elas centram-se na análise das migrações (internas e internacionais), da transformação agrícola e a (in)segurança alimentar em diferentes sociedades e locais, explorando as ligações entre elas e as suas inter-relações com as dinâmicas globais. O trabalho foi baseado em estudos de caso realizados na Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Senegal. Uma contribuição adicional de Moçambique também foi incluída, uma vez que abordava as questões centrais do projeto.
  • Varia
    n.º 1 (2001)
    É com alguma satisfação que o Centro de Estudos Africanos do ISCTE apresenta o primeiro número da sua revista Cadernos de Estudos Africanos.
    A iniciativa de lançar esta revista corresponde a uma resolução tomada na sequência de um processo relativamente longo de reflexão. Não foi de ânimo leve que o CEA/ISCTE decidiu assumir a responsabilidade pela lançamento de uma publicação periódica de estatuto internacional que, longe de constituir apenas o orgão de uma determinada instituição, se propôe servir a necessidades imperiosas de toda a comunidade que, em Portugal, se dedica aos estudos africanos em ciências sociais. Esta opção tornou-se irrecusável face ao rápido crescimento desta comunidade durante os anos 90, e à premência daí decorrente de ela dispor de um instrumento que, num ritmo seguro e com uma frequência adequada, forneça um espaço para a investigação e os debates no próprio país, e também para o diálogo e inter­câmbio com a comunidade internacional dos africanistas, e em especial com os cientistas sociais da própria África.
  • Municípios e Poderes Locais em África
    n.º 30 (2015)

    Este número dos Cadernos de Estudos Africanos reúne textos sobre poderes locais em África, mormente sobre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Diga-se, nem sempre os veios históricos se mostram descodificáveis e nem sempre as filiações históricas parecem relevantes. Tratando-se de poderes locais, esta assunção é particularmente pertinente por estarmos a lidar com uma miríade de contextos sociais e de situações políticas a que as diversas estruturas e formas de poder local tiveram de se adaptar. E tal assunção ainda o é mais quando se discute África, que passou por uma profunda transformação política e social nas duas derradeiras centúrias. E, desta feita, em África como no mundo, deparamos com um processo de mudanças de consequências consabidamente incertas. Tendo por fundo as formas de poder local construídas em África, assim como as para aqui transpostas em resultado das interacções com outros continentes e, em particular, da colonização europeia, um conjunto de contribuições reunidas neste número analisa as dinâmicas do poder local em Angola no contexto da colonização portuguesa, reflectindo sobre aspectos sociais e políticos da câmara de Luanda no século XVII, as relações entre os sobas e as autoridades portuguesas no século XVIII e as tensões entre a administração militar e a administração civil durante o século XIX. Dois artigos investigam as formas de desconcentração e descentralização do poder em Moçambique desde as reformas da década de 1990, incidindo um sobre as políticas gradualistas adoptadas no país e o outro sobre o caso do município de Angoche. O último artigo foca as relações entre as autoridades tradicionais e o Estado na Guiné-Bissau na actualidade. O volume encerra com uma recensão crítica de duas obras sobre o poder local em Angola.

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