PONTO DE FUGA: O TEATRO AMADOR COMO ESPAÇO DE LIBERDADE E DE CONSTRUÇÃO DO EU CRIATIVO

Autores

Palavras-chave:

teatro amador, eu criativo, cocriação, consciência artística, artista vs. não-artista.

Resumo

Neste artigo explora-se o potencial do teatro amador como um espaço de desenvolvimento pessoal e artístico. Argumenta-se que o teatro não se limita ao entretenimento ou à crítica social, mas também atua como possibilidade transformadora para os próprios participantes, especialmente em contextos não profissionais. Nesse sentido, o teatro amador permite aos seus integrantes, de diferentes idades e experiências, explorar a criatividade e o autoconhecimento de maneira livre e experimental. Utilizando a metodologia de Artistic-Based Research, o estudo acompanha um grupo de teatro amador ao longo do processo criativo que envolve improvisação e desconstrução, destacando a importância do trabalho em grupo e da horizontalidade na relação entre a encenadora e os atores. Essa abordagem promove o conceito de “eu-criador”, reforçando a ideia de que qualquer pessoa tem potencial criativo.  Através de atividades de exploração artística e da construção coletiva do espetáculo, o estudo sugere que o teatro amador é um espaço inclusivo que desafia hierarquias tradicionais da arte. A apresentação do objeto performativo proporciona aos atores uma validação pública, fortalecendo a confiança nas suas capacidades criativas e confirmando o papel transformador do teatro como um espaço de construção do “eu criativo” e de resistência às convenções culturais sobre quem pode ser ‘artista’. 

Downloads

Publicado

2024-12-30

Edição

Secção

Artigos