ESCLERECTOMIA PROFUNDA NÃO PENETRANTE POR LASER DE CO2 VERSUS TRABECULECTOMIA TIPO CAIRNS: RESULTADOS A TRÊS MESES

  • Marco Frederico Marques Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC), Associação para Investigação Biomédica em Luz e Imagem (AIBILI)
  • Miguel Raimundo Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC),
  • Cristina Fonseca Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • José Costa Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • Tânia Rocha Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV)
  • João Cardoso Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • Pedro Faria Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • João Filipe Silva Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • José Moura Pereira Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC)
  • Joaquim Neto Murta Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CRIO-CHUC), Associação para Investigação Biomédica em Luz e Imagem (AIBILI), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC)
Palavras-chave: Glaucoma de ângulo aberto, esclerectomia profunda não penetrante assistida por LASER CO2, trabeculectomia tipo Cairns, eficácia, segurança

Resumo

OBJETIVO:

Comparação da eficácia e segurança a 3 meses da esclerectomia profunda não penetrante assistida por LASER CO2 (CO2 LASER-assisted sclerectomy surgery, CLASS) com a trabeculectomia tipo Cairns (TRAB) em doentes com glaucoma de ângulo aberto.

 

MATERIAL E MÉTODOS:

Estudo retrospetivo. Incluíram-se doentes consecutivos com glaucoma primário de ângulo aberto ou glaucoma pseudoesfoliativo, candidatos a cirurgia filtrante. Considerou-se “sucesso completo” uma pressão intraocular (PIO) >5 e <20mmHg ao 3º mês, ou uma redução ≥30% sobre a PIO inicial. O “sucesso qualificado” envolveu critérios idênticos com necessidade de terapêutica adjuvante.

 

RESULTADOS:

Incluíram-se 38 olhos (38 doentes) submetidos a CLASS (n=18) ou TRAB (n=20). Não foram verificadas diferenças na idade (p=0,396), PIO (p=0,168), número de fármacos hipotensores (p=0,635), sensibilidade foveal (p=0,227), mean deviation (p=0,457), ou pattern standard deviation (p=0,313) entre os dois grupos, na avaliação inicial. Observaram-se três episódios de hifema e uma hipotalamia no grupo TRAB. Realizaram-se sete needlings no grupo TRAB e duas goniopunções no grupo CLASS. A redução média da PIO nos dois grupos (p=0,976) e o número de colírios ao 3º mês (p=0,549) foi semelhante. Observou-se sucesso completo em 45% e sucesso qualificado em 95% dos doentes do grupo TRAB, comparativamente a 66,7% e 94,4% no grupo CLASS, respetivamente. No grupo TRAB, observou-se uma hipotonia persistente. No grupo CLASS ocorreu uma hipertensão intraocular refratária a colírios.

 

CONCLUSÕES:

Apresentamos o primeiro estudo que compara a técnica CLASS à TRAB. Este procedimento demonstrou eficácia semelhante à TRAB, aliada a uma maior percentagem de sucesso completo e menor número de complicações.

Publicado
2017-12-23
Secção
Artigos originais