Autoavaliação negativa de saúde, atividade física e o tempo sentado em adolescentes brasileiros: efeitos moderadores de aspectos sociodemográficos e comportamentais
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.37780Palavras-chave:
Atividade Física, Comportamento do adolescente, Estudos transversais, SaúdeResumo
A atividade física insuficiente e o comportamento sedentário podem repercutir nos níveis de saúde percebidos, que representa um importante marcador da ocorrência de morbidades e mortalidade precoce. Objetivou-se estimar a prevalência e as associações diretas, bem como a consideração de possíveis efeitos moderadores das características sociodemográficas e comportamentais, entre atividade física e tempo sentado com a autoavaliação negativa de saúde, de acordo com o gênero, em adolescentes brasileiros. Este é um estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019. O desfecho foi a autoavaliação negativa de saúde. As variáveis independentes foram a atividade física e o tempo sentado. A medida de associação empregada foram as Razões de Prevalências (RP), complementadas pelos valores de intervalo de confiança a 95% (IC95%). As prevalências de autoavaliação negativa da saúde foram de 2,8 (IC95% 2,4–3,3) e 5,8% (IC95% 5,1–6,5) entre rapazes e moças, respectivamente. As prevalências de autoavaliação negativa de saúde nas adolescentes brasileiras foram 1,5 vezes maiores para aquelas com elevado tempo sentado. Adolescentes do sexo masculino mais jovens com tempo sentado ≥ 3 horas/dia, apresentaram prevalências 2,64 (IC95% 1,38–5,05) vezes maiores de autoavaliação negativa de saúde. Conclui-se que moças foram mais propensas a autoavaliação negativa de saúde. Nos rapazes, a idade influenciou a associação do comportamento sedentário com o nível de saúde percebida.
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