Guiné-Bissau
Segurança, Soberania e Cooperação no Espaço Lusófono
DOI:
https://doi.org/10.47906/ND2026.173.09Palavras-chave:
Guiné-Bissau, soberania marítima, reforma do setor de segurança, CPLP, África OcidentalResumo
A Guiné-Bissau constitui um caso paradigmático de fragilidade estatal na África Ocidental, caracterizado por instabilidade político-institucional recorrente e limitada capacidade de projeção de soberania. Este artigo analisa a relação entre fragilidade estatal e soberania marítima, avaliando o papel da cooperação lusófona na reforma do setor da segurança. Através de uma metodologia qualitativa baseada em análise documental, revisão bibliográfica e observação participante, argumenta-se que a incapacidade de controlo da Zona Económica Exclusiva (ZEE) constitui um fator estrutural de vulnerabilidade. Conclui-se que a cooperação lusófona poderá contribuir para a estabilização, desde que integrada numa abordagem multilateral e articulada com mecanismos de
governação democrática.