Bilateralismo Transacional e Soberania Híbrida em Moçambique

Contraste Analítico a partir de São Tomé e Príncipe

Autores

  • Nuno Bilhó Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa; Mestrando na especialidade de Globalização e Dinâmicas Regionais

DOI:

https://doi.org/10.47906/ND2026.173.11

Palavras-chave:

Moçambique, São Tomé e Príncipe, segurança internacional, bilateralismo transacional, soberania híbrida, hedging, securitização

Resumo

Este artigo analisa a reconfiguração da provisão de segurança em contextos africanos lusófonos marcados por insuficiência multilateral e diversificação de parceiros externos. Sustenta-se um argumento moderado: não há substituição mecânica das arquiteturas multilaterais por modelos bilaterais, mas, em certas condições, a insuficiência operacional regional, combinada com urgência securitária e incentivos sistémicos, favorece arranjos bilaterais mais rápidos e politicamente disponíveis. Com base nos conceitos de hedging, soberania híbrida e securitização, desenvolve-se uma análise qualitativa centrada em Moçambique, onde a passagem da SAMIM para a centralidade ruandesa revela uma bilateralização securitária densa e seletiva. São Tomé e Príncipe funciona como contraste analítico: não confirma uma transição equivalente, mas mostra que a diversificação bilateral pode traduzir hedging estratégico e barganha geopolítica sem securitização existencial. Conclui-se que a bilateralização da segurança assume formas diferenciadas, com ganhos operacionais localizados e custos em transparência, responsabilização e universalidade da proteção.

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Publicado

2026-06-09