Queratite por acantamoeba – Revisão de 6 casos clínicos. Centro Hospitalar Lisboa Central
DOI:
https://doi.org/10.48560/rspo.6145Palavras-chave:
Queratite, Acantamoeba, Lentes de Contacto, Microscopia Confocal, Desfecho.Resumo
Objectivo: Determinar os factores de risco, características clínicas e desfecho da queratite por acantamoeba.
Métodos: Os autores revêm os casos de queratite por acantamoeba em 6 doentes (3 do sexo masculino e 3 do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 18 e os 41 anos, vigiados no Departamento de Córnea do nosso Hospital. As suas características e curso clínicos foram estudados retrospectivamente. Resultados: Todos os doentes eram portadores de lentes de contacto. Quatro dos 6 casos tiveram início do quadro entre final de Maio e Julho. A suspeita inicial de queratite bacteriana, fúngica ou viral precedeu o diagnóstico final de queratite por acantamoeba em todos os doentes. O diag- nóstico foi feito através de observação clínica, PCR (polymerase chain reaction) ou microscopia confocal. Em todos os casos a terapêutica dirigida foi iniciada com propamidina, com adição de clorohexidina em um doente. Em 3 doentes verificou-se necessidade de realização de querato- plastia penetrante: um caso por incapacidade de controlo da infecção e por sequelas noutros dois. Conclusão: É necessário um grande nível de suspeita de infecção por acantamoeba em indíviduos utilizadores de lente de contacto e falência inicial à terapêutica antimicrobiana ou antiviral. A mi- croscopia confocal é um auxiliar importante no diagnóstico da queratite por este microrganismo.
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