A Comunicação Terapêutica Enquanto Ferramenta Profissional nos Cuidados de Enfermagem

  • Cláudia Margarida Campos Serviço de Psiquiatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE
Palavras-chave: Comunicação, Cuidar, Relação Interpessoal, Intervenção Terapêutica, Enfermeiro

Resumo

Introdução: Desenvolver a comunicação num contexto profissional exige ultrapassar a simples conversação, tendo em vista analisar e aprofundar os modos de intervenção que decorrem neste domínio. A sua aplicação centra-se no utente mas também entre os pares e as equipas multidisciplinares, de forma a tornar-se funcional e eficaz. O desenvolvimento de competências nesta área por parte dos enfermeiros é essencial pois permite ajudar cada indivíduo e a comunidade a produzir mudanças que influenciem de forma positiva a sua saúde e obter ganhos em saúde.

Objetivos: Pretendo com este artigo analisar a comunicação como um processo na humanização do cuidar e como instrumento terapêutico essencial do cuidado, com as suas características específicas. Também a melhor compreensão dos efeitos da comunicação terapêutica no relacionamento interpessoal a nível dos cuidados de enfermagem foi objeto de pesquisa e análise.

Métodos: Revisão não sistemática da literatura baseada em artigos de revisão publicados em revistas de enfermagem.

Resultados: O uso efetivo da comunicação enquanto estratégia terapêutica visa a obtenção de ganhos terapêuticos em saúde no desempenho do exercício profissional. A utilização de estratégias de intervenção terapêutica nos cuidados de enfermagem é facilitadora no processo da relação, contribui para que o utente e família aprendam a viver melhor com a situação de doença, tendo em vista o bem-estar e a melhor qualidade de vida.

Conclusões: A comunicação terapêutica enquanto ferramenta profissional permite ao profissional e às equipas de saúde compreender as necessidades do utente, frequentemente vulnerabilizado pela doença e suas limitações. O estilo de comunicação que responde a uma comunicação funcional comporta, portanto, atitudes, comportamentos, qualidades que se devem adaptar à diversidade e rapidez de vários contextos com conteúdos complexos, a situações muitas vezes críticas e urgentes, frequentemente carregadas de emotividade. Apesar destas exigências, não devemos esquecer a humanização nos cuidados entre todos os intervenientes a fim de favorecer relações construtivas que facilitem um trabalho harmonioso e eficaz aos diversos níveis de intervenção.

Publicado
2018-07-02
Secção
Artigos de Revisão