Uso recreativo de cetamina e suas interações com outras substâncias psicoativas
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46687Palavras-chave:
Cetamina; Substâncias Psicoativas; Coadministração; ToxicologiaResumo
Introdução: Atualmente, a cetamina encontra-se aprovada para utilização clínica como agente anestésico veterinário. No entanto, o aumento da procura por substâncias psicoativas tem favorecido o crescimento da sua representatividade no mercado ilícito de drogas (Palamar, et al., 2025). Farmacologicamente, a cetamina atua como um antagonista não competitivo dos recetores N-metil-D-aspartato (NMDAR) do sistema glutamatérgico, exercendo uma inibição preferencial sobre os recetores expressos em neurónios GABAérgicos (Vyklicky et al., 2014). Esta modulação resulta numa desinibição dos circuitos excitatórios, podendo intensificar os efeitos da coadministração com outras substâncias (Dinis-Oliveira, et al., 2017).
Objetivos: Este trabalho tem como objetivo a revisão sistemática do uso recreativo da cetamina, com particular destaque para cenários de coadministração de cetamina com outras substâncias psicoativas.
Métodos: A pesquisa bibliográfica foi realizada recorrendo a livros, relatórios do Observatório Europeu das Drogas (EUDA) e bases de dados científicas (PubMed e ScienceDirect).
Resultados: No ano de 2024, a cetamina foi a sétima substância psicoativa mais consumida a nível europeu (14% dos inquiridos), tendo sido apreendidas no ano de 2023 um total de 2,9 toneladas. Verificou-se também que é frequentemente coadministrada com outras substâncias, sendo a mais comum o etanol (EUDA, 2025).
Discussão e conclusões: A cetamina tem apresentado uma representatividade crescente no mercado ilícito de drogas, sendo frequentemente utilizada em associação com outras substâncias psicoativas, nomeadamente o etanol. Contudo, os mecanismos subjacentes aos efeitos desta coadministração permanecem pouco esclarecidos, justificando a necessidade de estudos adicionais.
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