Comparação de Métodos de Revelação de Vestígios Lofoscópicos em Invólucros Deflagrados: Avaliação da Eficácia

Autores

  • Fábio Silva Associate Laboratory i4HB - Institute for Health and Bioeconomy, University Institute of Health Sciences - CESPU, 4585-116 Gandra, Portugal; UCIBIO - Research Unit on Applied Molecular Biosciences, Forensic Sciences Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), 4585-116 Gandra, Portugal
  • Áurea Madureira-Carvalho Associate Laboratory i4HB - Institute for Health and Bioeconomy, University Institute of Health Sciences - CESPU, 4585-116 Gandra, Portugal; UCIBIO - Research Unit on Applied Molecular Biosciences, Forensic Sciences Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), 4585-116 Gandra, Portugal
  • Pedro Correia Polícia Judiciária, Crime Scene Investigation Department - Northern Branch, 4200-096 Porto, Portugal
  • Cristina Couto Associate Laboratory i4HB - Institute for Health and Bioeconomy, University Institute of Health Sciences - CESPU, 4585-116 Gandra, Portugal; UCIBIO - Research Unit on Applied Molecular Biosciences, Forensic Sciences Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), 4585-116 Gandra, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46832

Palavras-chave:

Balística Forense; Impressões digitais latentes; Lofoscopia

Resumo

A Lofoscopia é uma das áreas científicas mais fiáveis na identificação humana em contexto forense, sendo as impressões digitais uma das principais provas de autoria de vestígios lofoscópicos em investigações forenses (Bond & Heidel, 2009). A sua perenidade, imutabilidade e diversidade tornam-nas essenciais para a identificação individual (Pinkstone, 2018). No entanto, a revelação de vestígios lofoscópicos em invólucros deflagrados permanece um desafio, devido ao calor, abrasão e resíduos gerados no disparo (Exall et al., 2022), que comprometem, frequentemente, a integridade dos vestígios, tornando a sua visualização difícil e inconsistente. Assim, a necessidade de aperfeiçoar e desenvolver novos métodos de revelação mais sensíveis, rápidos e, sobretudo, eficazes, tem despertado o interesse das forças e serviços de segurança em todo o mundo (Correia, 2016).

Desta forma, este trabalho teve como objetivo comparar a eficácia de quatro métodos de revelação (fumigação com cianoacrilato/basic yellow 40 – CA/BY40; lumicyano; gun bluing; e deposição de azul da Prússia) em invólucros metálicos deflagrados de diferentes calibres (9×19mm, 7,62×51mm e calibre 12).

Para tal, foram analisados 36 invólucros recolhidos após exercício de tiro real e, previamente, realizou-se um estudo preliminar com 23 invólucros deflagrados, mas posteriormente limpos e apostos com vestígios lofoscópicos.

Nos ensaios preliminares, o lumicyano apresentou os melhores resultados com vestígios revelados de elevado contraste e valor identificativo em todas as zonas dos invólucros. O método CA/BY40 também permitiu recuperar vestígios úteis, embora com menor perceção dos pontos característicos. O gun bluing demonstrou eficácia limitada e dependente do calibre. O azul da Prússia foi o menos eficaz, apresentando coloração instável e baixo nível de detalhe dos vestígios. Contudo, nos invólucros recolhidos após disparo real, todos os métodos revelaram resultados negativos, não sendo possível visualizar nenhum vestígio lofoscópico, o que evidencia as limitações impostas pelas condições reais de disparo e pelo tempo decorrido entre a recolha e a análise.

Estes resultados reforçam a necessidade de continuar a otimização e o desenvolvimento de técnicas e métodos de revelação mais robustos e sensíveis para aplicação em vestígios balísticos provenientes de cenas de crime.

Publicado

2026-05-06

Como Citar

Silva, F., Madureira-Carvalho, Áurea, Correia, P., & Couto, C. (2026). Comparação de Métodos de Revelação de Vestígios Lofoscópicos em Invólucros Deflagrados: Avaliação da Eficácia. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia – RACS, 8(SupII). https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46832

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