Otimização cromatográfica e avaliação ecotoxicológica de fluoroquinolonas em Daphnia magna
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46576Palavras-chave:
Ecotoxicidade; Contaminantes ambientais; Métodos enantioseletivosResumo
Introdução: As fluoroquinolonas (FQs), como a ofloxacina (OFL) e a nadifloxacina (NAD), são antibióticos amplamente utilizados na medicina humana e veterinária (Ribeiro et al., 2014). O seu uso intensivo e excreção parcial favorecem a persistência no meio aquático, sendo frequentemente detetados em baixas concentrações. Devido à baixa remoção nas estações de tratamento e à elevada estabilidade química, são consideradas contaminantes emergentes com potencial para induzir resistência antimicrobiana e efeitos ecotoxicológicos (Ribeiro et al., 2014; Amorim, et al., 2014).
Objetivos: Este estudo teve como objetivo desenvolver um método enantiosseletivo por HPLC com deteção UV-VIS (NAD) e fluorescência (OFL), otimizando a extração em fase sólida (SPE), e avaliar o impacto sub-crónico da OFL em Daphnia magna.
Material e Métodos: Foram testados cartuchos HLB e MAX e diferentes fases móveis para otimizar a separação numa coluna quiral Lux® 3 μm Cellulose-2 (metanol/água). Neonatos (<24 h) de D. magna foram expostos a 1 e 100 µg L⁻¹ de OFL durante 9 dias, avaliando parâmetros de comportamento natatório e morfofisiológicos.
Resultados: O cartucho MAX apresentou melhor recuperação para OFL (60%), enquanto o HLB foi mais eficiente para NAD (90%). A OFL reduziu a velocidade e a atividade de natação e diminuiu o tamanho corporal, sem afetar significativamente a distância percorrida ou os parâmetros cardíacos.
Conclusões: A OFL pode afetar o comportamento e a morfologia de Daphnia magna, mesmo em baixas concentrações, reforçando a importância da monitorização ambiental. Estudos adicionais estão em curso para compreender melhor os mecanismos de toxicidade envolvidos.
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia – RACS

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







