Desenvolvimento de Competências em Inteligência Artificial em Estudantes de Profissões de Saúde através de um Blended Intensive Programme
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47910Palavras-chave:
Blended Intensive Programme; Inteligência Artificial; internacionalização; profissões de saúde; educação em saúdeResumo
Introdução: Os Blended Intensive Programmes (BIP) combinam mobilidade física de curta duração com colaboração online estruturada no ensino superior, permitindo a estudantes participar em ambientes de aprendizagem interdisciplinares e internacionais (Frank & Hogendoorn-Schweighofer, 2026). Este estudo analisa o impacto auto reportado de dois BIP centrados na Inteligência Artificial (IA) e nas suas aplicações à produtividade, educação, investigação e prática clínica na formação em profissões de saúde (Ali et al., 2026; Shishehgar et al., 2025).
Objetivos: Proporcionar aos estudantes uma experiência prática sobre o modo como a IA pode aumentar a eficiência dos fluxos de trabalho e a comunicação, apoiar os processos de aprendizagem, facilitar a atividade de investigação e contribuir para a prática clínica.
Material e Métodos: Foram realizados dois BIP por consórcios de instituições de ensino superior europeias, em 2025 e 2026, combinando duas sessões preparatórias online com uma semana presencial e equipas docentes interdisciplinares. O primeiro envolveu 30 estudantes e 15 docentes de nove instituições de sete países; o segundo, 25 estudantes e 16 docentes de oito instituições. O currículo abordou o conceito, a história e as tendências da IA, explorando-a como treinador pessoal, assistente de aprendizagem, parceiro criativo, auxiliar de investigação e companheiro clínico, bem como considerações éticas, oportunidades e desafios. O feedback foi recolhido por questionário online com itens em escala de Likert e questões abertas.
Resultados: Participaram 55 estudantes, dos quais 53 completaram o questionário. Cerca de 98% concordaram ou concordaram totalmente que o programa aumentou a sua compreensão da IA, e entre 94% e 96% relataram maior competência percebida na aplicação da IA à aprendizagem, investigação e prática clínica. A organização e o apoio docente foram bem avaliados. A qualidade global foi classificada como “Muito Boa” por 77% dos participantes e 94% recomendariam o programa.
Conclusões: Os BIP podem apoiar o desenvolvimento de competências fundamentais em IA na formação em profissões de saúde. A combinação de preparação online com colaboração presencial intensiva revelou-se um formato eficaz. Apesar das limitações da amostra reduzida e dos dados auto reportados, os resultados evidenciam o valor de integrar experiências de aprendizagem em IA nos currículos da saúde.
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