Lombalgias e incapacidade funcional nos enfermeiros

Autores

  • Helena Moreira Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS
  • Cátia Guerra Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS
  • Ana Andrade Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS https://orcid.org/0000-0003-1070-8507
  • Rosa Martins Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS https://orcid.org/0000-0001-9850-9822
  • Carlos Albuquerque Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS. Universidade do Minho, CIEC, Portugal https://orcid.org/0000-0002-2297-0636

DOI:

https://doi.org/10.48492/servir0259.23207

Palavras-chave:

Lombalgias, Enfermagem, Incapacidade Funcional

Resumo

Introdução

Os enfermeiros em contexto hospitalar e no âmbito das suas funções estão sujeitos a esforços excessivos e repetitivos, durante longos períodos de tempo, adotando posturas incorretas. A escassez de recursos humanos e técnicos, bem como algumas condições de trabalho são favoráveis ao aparecimento de lombalgias. Estas causam dor, limitação funcional e custos elevados com os cuidados de saúde, podendo contribuir para um elevado absentismo laboral.

Objetivo

Avaliar a prevalência de lombalgias nos enfermeiros. Determinar a relação entre as variáveis sociodemográficas e a incapacidade funcional com as lombalgias.

Métodos

Realizou-se um estudo não experimental, de natureza quantitativa e transversal, seguindo uma via descritivo- correlacional. Recorremos a uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 103 enfermeiros, a desempenhar funções na área hospitalar, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos (Média= 34,01±7,69). Para a mensuração das variáveis foi utilizado instrumento de colheita de dados no sentido de avaliar a prevalência de lombalgias e o Questionário de Dor Lombar e Incapacidade de Quebec (QDLIQ).

Resultados

Os enfermeiros do estudo apresentam uma elevada prevalência de lombalgias (78,64%) nos últimos 12 meses. Os resultados sugerem que a prevalência de lombalgias é mais frequente nas mulheres, com menos de 40 anos de idade, com excesso de peso, que não praticam qualquer atividade desportiva, que realizam atividades domésticas diárias e que apresentam maior grau de incapacidade funcional.

Conclusões

Os resultados desta investigação confirmam a prevalência elevada de lombalgias nos enfermeiros em estudo. Mostrou ainda a associação com as variáveis sociodemográficas e com a incapacidade funcional. Torna-se evidente a necessidade de maior intervenção por parte de quem tem funções de gestão, assim como dos serviços de Saúde Ocupacional Institucionais.

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Publicado

2016-06-30

Como Citar

Moreira, H., Guerra, C., Andrade, A., Martins, R., & Albuquerque, C. (2016). Lombalgias e incapacidade funcional nos enfermeiros. Servir, (59), 94–95. https://doi.org/10.48492/servir0259.23207