Porquê (não) associar-se? Determinantes da filiação em associações de sociólogos: evidência a partir de Portugal

Autores

  • Madalena Ramos Iscte — University Institute of Lisbon, Centre for Research and Studies in Sociology (CIES-Iscte), Lisbon, Portugal
  • Paula Urze NOVA School of Science and Technology; Centre for the History of Science and Technology (CIUHCT), Caparica, Portugal
  • Pedro Abrantes Universidade Aberta;LE@D — Laboratory of Distance Education and eLearning, Lisbon, Portugal
  • Alexandra Aní­bal Lisbon City Council, Municipal Directorate for Culture, Lisbon, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.7458/SPP202611143932

Palavras-chave:

associações profissionais, profissões, identidade, sociologia, comunidade científica, Portugal

Resumo

As associações profissionais têm desempenhado um papel central na construção do estatuto e da autonomia das profissões, embora a sua composição e relevância variem entre contextos. Este artigo analisa os fatores que influenciam o associativismo dos sociólogos portugueses. Com base num inquérito online a 873 diplomados em Sociologia, examinam-se os fatores sociodemográficos, educativos e profissionais associados à filiação. Os resultados mostram que esta é mais frequente entre sociólogos mais velhos, homens e doutorados. É também mais elevada entre profissionais cuja atividade está alinhada com a formação académica, funcionários públicos e pessoas ligadas ao meio académico, como bolseiros, investigadores e docentes. Estes resultados revelam uma divisão persistente entre sociólogos académicos e não académicos, com as associações a atrair sobretudo quem trabalha em contextos universitários. O artigo conclui discutindo formas de reforçar a inclusividade e a relevância das associações sociológicas.

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Publicado

2026-07-30

Edição

Secção

Artigos