Pileflebite ou Metástases Hepáticas: Relato de Pitfall Diagnóstico Raro
DOI:
https://doi.org/10.25748/arp.44820Palavras-chave:
Trombose venosa portal, Abcesso hepático, Tomografia computorizada, Diverticulite, Pileflebite, SépsisResumo
A pileflebite consiste na tromboflebite séptica do complexo venoso portal por disseminação hematogénica da infeção através de um foco infecioso intra-abdominal. A causa mais comum nos adultos é a diverticulite aguda, enquanto nos jovens é a apendicite aguda. Os doentes habitualmente chegam ao serviço de urgência com febre e dor abdominal. Garantida a estabilidade hemodinâmica, devem ser colhidas hemoculturas para a identificação do(s) agente(s) patogénico(s). O estudo analítico revela aumento dos parâmetros inflamatórios e das enzimas de citólise hepática e de colestase. Na ecografia ou tomografia computorizada abdominal destaca-se a presença de trombos na circulação mesentérico-portal, podendo também identificar-se o ponto de partida infecioso, bem como eventuais complicações, nomeadamente abcessos hepáticos piogénicos ou isquemia intestinal. O tratamento é feito com antibioterapia (inicialmente de largo espectro e depois dirigida) e, frequentemente, com anticoagulantes. O maior reconhecimento atual desta patologia e a intervenção médica precoce permitiram reduzir a mortalidade para valores <10%.
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