Pileflebite ou Metástases Hepáticas: Relato de Pitfall Diagnóstico Raro

Autores

  • Ana Sofia Gonçalves Serviço de Imagiologia, Unidade Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal https://orcid.org/0009-0007-2481-7364
  • João Palas Serviço de Imagiologia, Unidade Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal e Serviço de Radiologia, Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, Almada, Portugal
  • Carlos Francisco Silva Centro de Telemedicina do Professor Doutor Márcio Navalho, Lisboa, Portugal https://orcid.org/0000-0001-8505-2907

DOI:

https://doi.org/10.25748/arp.44820

Palavras-chave:

Trombose venosa portal, Abcesso hepático, Tomografia computorizada, Diverticulite, Pileflebite, Sépsis

Resumo

A pileflebite consiste na tromboflebite séptica do complexo venoso portal por disseminação hematogénica da infeção através de um foco infecioso intra-abdominal. A causa mais comum nos adultos é a diverticulite aguda, enquanto nos jovens é a apendicite aguda. Os doentes habitualmente chegam ao serviço de urgência com febre e dor abdominal. Garantida a estabilidade hemodinâmica, devem ser colhidas hemoculturas para a identificação do(s) agente(s) patogénico(s). O estudo analítico revela aumento dos parâmetros inflamatórios e das enzimas de citólise hepática e de colestase. Na ecografia ou tomografia computorizada abdominal destaca-se a presença de trombos na circulação mesentérico-portal, podendo também identificar-se o ponto de partida infecioso, bem como eventuais complicações, nomeadamente abcessos hepáticos piogénicos ou isquemia intestinal. O tratamento é feito com antibioterapia (inicialmente de largo espectro e depois dirigida) e, frequentemente, com anticoagulantes. O maior reconhecimento atual desta patologia e a intervenção médica precoce permitiram reduzir a mortalidade para valores <10%.

Publicado

2026-09-17

Edição

Secção

Casos Clínicos