Guns in Paradise. German and Dutch Artillerymen in the Portuguese Empire (1415-1640)
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2011.37221Palavras-chave:
Cochim, Afonso de Albuquerque, Goa, Bombardeiros, Protestantes, Brasil, Hans StadenResumo
Desde os primórdios da expansão marítima portuguesa, a Coroa procurava membros profissionais para as suas tripulações, principalmente para as possessões ultrama-rinas. Durante os séculos xv e xvi, entre os mercenários estrangeiros que serviam nos navios e fortalezas portugueses, uma parte considerável dos artilheiros e canhoeiros eram alemães e flamengos. Em 1489, D. João II fundou uma corporação régia de artilharia, os chamados «bombardeiros da nómina». Esta força de elite, composta por alemães ou holandeses, recebia uma remuneração acima da média, bem como uma série de privi-légios. Eram em tão grande número na cidade indiana de Cochim, que o governador lhes dedicou uma capela na Igreja de São Bartolomeu. Mais interessante ainda é o facto de ter chegado até nós um pequeno número de relatos de viagem escritos por esses aventureiros, após o seu regresso do Brasil ou da Índia. Muitos dos seus compatriotas aparecem referidos nas fontes portuguesas dessa época, nomeadamente aqueles que foram julgados pela Inquisição em virtude da sua fé protestante. Os jesuítas relatam as suas prisões e aapreensão de textos luteranos, que, na maioria dos casos, circularam primeiro na América e na Índia entre esses mercenários alemães.
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