Um «sagrado dever» ou uma «amarga política»?: o paradisíaco Brasil de Leopoldina

Autores

DOI:

https://doi.org/10.57759/aham2008.37368

Resumo

Será que as cartas podem ser contribuidoras de uma «literatura de viagens» entendida num sentido mais alargado? As cartas de Leopoldina, imperatriz do Brasil, dirigidas à sua família, foram obviamente uma forma de manter ligações afectivas à distância. Mas esta correspondência revelou-se ser um veículo por excelência de informação do Brasil e de partilha de conhecimentos acerca da natureza e da sociedade brasileiras, na medida em que pretendem tornar o exotismo e a estranheza da colónia, logo tornada império, em algo perceptível à alta aristocracia da Europa Central. Ambos os aspectos, o afectivo e o cognitivo, contribuíram para acalentar sentimentos de afinidade e partilha que podemser interpretados como um mecanismo desenvolvido pela imperatriz para firmar a sua identidade.

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Publicado

2008-12-01

Como Citar

Domingues, Ângela. (2008). Um «sagrado dever» ou uma «amarga política»?: o paradisíaco Brasil de Leopoldina. Anais De História De Além-Mar, 9, 207–225. https://doi.org/10.57759/aham2008.37368

Edição

Secção

Vária