A política imperial de D. João V para o sertão da África oriental: guerra e diplomacia nos Rios de Sena
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2007.37687Resumo
A viragem para Setecentos constituiu um período dramático para os interesses portugue-ses no sertão da África Oriental. A expansão dos changamira de Butua para o norte foi feita à custa da conquista de parte da Mukaranga, e subsequente tutela sobre o Estado dos mutapa, e da expulsão dos portugueses das feiras do planalto karanga, onde era obtida a maior parte das mercadorias encaminhadas para a India, em particular o ouro. Nas primeiras décadas de Setecentos, guerra e diplomacia dominaram a correspondência com a região e os regimentos dos seus governadores, erguendo-se como importantes instrumentos para recuperar o fluxo comercial. A acomodação dos portugueses à nova arquitectura política da região implicou uma intensa negociação, entrecortada com con-frontos militares. Este texto aborda as principais linhas da política do reinado de D. João V no que concerne às relações com os poderes africanos da África Oriental, a sul do rio Zambeze, apurando linhas de continuidade e de ruptura. Procura integrar essa política no contexto do império e articular as diferentes percepções do relacionamento com os Estados africanos, em função dos interesses locais, de Goa e de Lisboa.
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