Farmacopéia e drogas medicinais no mundo luso-brasileiro setecentista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.57759/aham2006.37724

Resumo

Este artigo tem como proposta a análise da circulação de plantas e drogas de uso curativo originárias do Brasil no mundo luso-brasileiro no século XVIII e também da utilização destes artigos pelos profissionais com formação acadêmica em suas práticas médicas neste período. As dimensões desta circulação que pretendemos abordar relacionam-se à difusão de informações sobre os produtos oriundos do Brasil, à sua comercialização e ainda ao seu uso cotidiano pela sociedade luso-brasileira. Outro viés de trabalho que pretendemos desenvolver refere-se ao modo como a flora brasílica era aproveitada pelos médicos em suas fórmulas medicamentosas e receitas e na sua prática médico-cirúrgica. O século XVIII foi privilegiado na medida em que a circulação dos compostos medicinais e ervas vindas do Brasil estiveram presentes em várias coleções e compêndios de fórmulas medicamentosas – as farmacopéias –, que neste período foram consideráveis. Também, ao contrário do restante da Europa, no mundo luso-brasileiro a prática da medicina neste período foi marcada por poucos avanços científicos e inspirada por crenças mágico-religiosas tradicionais. Ao final do século, no entanto, com o reformismo ilustrado que marcou o Estado português sob a égide do Marquês de Pombal, há o início de uma reversão do tradicionalismo da medicina em Portugal, que respira novos ares, a exemplo da configuração de uma estratégia de avanço do conhecimento científico pelo aproveitamento cada vez maior da flora brasílica, pelo uso cada vez maior de substâncias químicas e pela normatização da arte de fabricar remédios.

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Publicado

2006-12-01

Como Citar

Calainho, D. B. (2006). Farmacopéia e drogas medicinais no mundo luso-brasileiro setecentista. Anais De História De Além-Mar, 7, 213–229. https://doi.org/10.57759/aham2006.37724

Edição

Secção

Vária