Éden domesticado. A rede Luso-Brasileira de Jardins Botânicos, 1790-1820
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2006.37727Resumo
Este artigo tem como objeto de estudo a rede de intercâmbios vegetais mantida pela Coroa portuguesa entre as décadas de 1790 e 1820, período que demarca a montagem dos jardins botânicos no território luso-brasileiro. São estudados os jardins do Grão-Pará, de Caiena, do Rio de Janeiro e de Olinda, cujo funcionamento constituiu a primeira iniciativa da Coroa portuguesa para institucionalizar a pesquisa científica no espaço ultramarino, conforme a política agrarista do final do século XVIII. Essa rede demonstra não apenas uma notável capacidade de articulação, primeiramente a partir de Lisboa e depois do Rio de Janeiro, como também a maneira pragmática pela qual as ciências naturais foram arregimentadas em benefício do Império.
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