Censura e prosa de ficção: perspectivas distintas de instruir, divertir e edificar?
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2005.37753Resumo
O presente ensaio tem o propósito de analisar a relação entre censura, livros de prosa de ficção e cultura letrada no mundo luso-brasileiro, sobretudo entre 1768 e 1821. Tais limites temporais, contudo, não são obedecidos rigidamente, havendo, quando necessário para a melhor compreensão das análises, ora recuos, ora avanços em relação aos mesmos. Primeiramente, discuto as denominações, gêneros e a inserção histórica da prosa de ficção, com destaque para o século XVIII e para os inícios do século XIX, justificando o emprego do termo romance para designá-la. Depois, identifico as razões que moveram a censura portuguesa a proibir alguns livros de prosa ficcional, relacionando as proibições às visões depreciativas então em voga a seu respeito. Na terceira parte, procuro compreender as formas pelas quais autores e apreciadores desse gênero de livros defenderam-nos, bem como as razões de que seus detratores se valeram para atacá-los.
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Direitos de Autor (c) 2005 Luiz Carlos Villalta

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