As distâncias dos céus aos infernos na cosmologia nanban
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2004.37793Resumo
Os missionários jesuítas no Oriente não ficaram indiferentes às necessidades intelectuais dos povos com quem entraram em contacto. No Japão, ao notarem o interesse da população por explicações dos fenómenos naturais, não pouparam esforços em satisfazer essa curiosidade. Para tal, serviram-se do paradigma científico dominante na Europa da época, o da filosofia natural aristotélico-ptolomaica. Este artigo estuda as dimensões das esferas sublunares e celestes, transmitidas pelos missionários jesuítas no Japão, e as reacções que suscitaram a um filósofo neo-confuciano. Com base nos valores apresentados, procura também tirar algumas ilações sobre possíveis dependências entre as obras astronómicas escritas no Japão.
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Direitos de Autor (c) 2004 José Miguel Pinto dos Santos

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