A classificação socioprofissional em Portugal (1806-1930)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988103.08Palavras-chave:
trabalhos portugueses oitocentistas de estatística, participação de representantes em congressos, classificações socioprofissionaisResumo
Começa-se por enquadrar os trabalhos portugueses oitocentistas de estatística no contexto internacional, referindo-se designadamente a participação de representantes do nosso país em congressos, quer na Europa, quer na América. Passa-se ao estudo da problemática das classificações socioprofissionais e da evolução histórica destas em Portugal, desde os inícios do século XIX. Analisam-se as classificações de autoria de Gomes Freire de Andrade e Marino Miguel Franzini, constatando o carácter ainda social da primeira e o já profissional e económico da última. Sublinha-se a semelhança entre esta, datada de 1843, e a que virá a ser aprovada internacionalmente, 50 anos mais tarde. Por último, verifica-se como esta classificação internacional, da autoria do estatista francês Jacques Bertillon, foi aplicada nos recenseamentos gerais da população portuguesa, desde o de 1890 - o primeiro que inclui uma classificação profissional dos habitantes - até ao de 1930 - o último desta série.

