As integrações económicas na Europa: alguns dados e perspectivas actuais
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197645.06Palavras-chave:
Europa do Sul, países periféricos, integração económica, Mercado Comum, ComeconResumo
Numa época de estratégias globais e planetárias de grandes potências ou conjuntos de nações, separadas por antagonismos profundos, que espaço político-económico está aberto aos países periféricos da Europa do Sul? Há, como se sabe, dois grandes processos de integração económica em curso na Europa: um, em torno dos países capitalistas do Mercado Comum; o outro, no âmbito dos países socialistas do Comecon. Os países da Europa do Sul encontram-se mais ou menos orientados no sentido da integração económica com os capitalismos europeus. Nestes termos, parece que a maioria, se não a totalidade, desses países estão destinados a aceitar a função que a «divisão internacional do trabalho», em moldes capitalistas, lhes impuser. No entanto, um estreito mas real espaço político oferece-se à manobra das forças mais progressistas situadas na região: por um lado, uma certa contenção do imperialismo norte-americano no interior daquilo que a Europa capitalista pretende conservar como «reserva de caça» no futuro crescimento económico da área; por outro, a provável aproximação Leste-Oeste, que tornará a Europa do Sul campo privilegiado de competição entre os dois sistemas e permitirá certos espaços de autonomia aos países que visarem tal objectivo com suficiente determinação e astúcia.
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