A «Revolta do Grelo»: ensaio de análise política
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.197337.03Palavras-chave:
rotativismo monárquico português, Coimbra, 1903, Revolta do Grelo, tumultos popularesResumo
Este artigo pretende fornecer um contributo para determinar os limites de um certo sistema político (o chamado «rotativismo monárquico português») no contexto social que lhe era próprio. Serve-lhe de base uma análise dos tumultos populares que, em Março de 1903, ocorreram em Coimbra, tumultos que foram depreciativamente designados, em certa imprensa de Lisboa, por a «Revolta do Grelo». Para efectuar tal análise, tornaram-se paradigmáticos os trabalhos de certos historiadores - designadamente A. Soboul, M. Cobb e G. Rude - que profundamente transformaram os métodos tradicionais de estudo dos movimentos populares. No fim do artigo definem-se efectivamente os limites do sistema político considerado, mostrando, a partir dos resultados da análise efectuada, quais os grupos sociais que esse sistema incluía e quais os grupos que ele excluía.
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