Hipertermia Maligna: Um Caso Clínico

  • Mara Diva Sousa Centro Hospitalar de São João
  • Rita Peixoto
  • Rita Peixoto
  • Rui Silva
  • Luísa Guedes
Palavras-chave: Anestesia; Dantroleno/uso terapêutico; Fármacos Neuromusculares Despolarizantes/efeitos adversos; Hipertermia Maligna; Succinilcolina/efeitos adversos

Resumo

A hipertermia maligna (HM) é uma doença genética muito rara. A sua incidência é de 1:100000, embora a prevalência de suscetibilidade à doença seja estimada em 1:2000 a 1:3000. A HM tem uma taxa de mortalidade de 9,5%. Trata-se de um distúrbio autossómico dominante e 3 genes são responsáveis por 70% dos casos – RYR1, CACNA1S e STAC3. Caracteriza-se por um aumento do metabolismo corporal com hipertermia, produção aumentada de dióxido de carbono, rigidez músculo-esquelética, rabdomiólise, hipercalémia e acidose com hiperlactacidémia. A crise de HM acontece quando indivíduos suscetíveis são expostos a determinados triggers como os anestésicos voláteis e a succinilcolina. Apresentamos um caso clínico de um doente de 22 anos, sexo masculino, ASA II, sem história pessoal ou familiar de suscetibilidade
à HM conhecida, admitido para cirurgia eletiva de extração dentária, que apresentou uma crise de HM. O doente apresentou melhoria clinica significativa após a administração de dantroleno.

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Referências

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Publicado
2020-04-02
Como Citar
Sousa, M. D., Peixoto, R., Peixoto, R., Silva, R., & Guedes, L. (2020). Hipertermia Maligna: Um Caso Clínico. Revista Da Sociedade Portuguesa De Anestesiologia, 29(1), 27 - 29. https://doi.org/10.25751/rspa.19213