Intubação Orotraqueal num Doente com Tumor Facial e Via Aérea Difícil: Relato de Caso
DOI:
https://doi.org/10.25751/rspa.45645Palavras-chave:
Gestão da Via Aérea, Intubação Intratraqueal, Laringoscopia, Neoplasias Faciais, Neurofibromatose 1Resumo
Gestão da via aérea difícil continua a ser um desafio importante em anestesiologia, particularmente em doentes com tumores da cabeça e pescoço.Apresentamos o caso de doente do sexo masculino, 22 anos, ASA II, com neurofibromatose tipo 1 e tumor facial extenso, com distorção anatómica significativa, limitação da abertura oral e via aérea difícil previsível.Foi planeada intubação em vigília, com anestesiatópica e manutenção da ventilação espontânea. Apesar de anestesia local adequada e boa visualização da glote, o procedimento foi interrompido após três tentativas infrutíferas devido a náuseas intensas. Procedeu-se à indução anestésica equilibrada, com preparação para falência da via aérea. A intubação orotraqueal, com videolaringoscópio e bougie, foi realizada com sucesso à primeira tentativa, sem dessaturação. Procedimento cirúrgico e extubação decorreram sem intercorrências.Este caso destaca a importância do planeamento, flexibilidade nas estratégias de abordagem e uso de tecnologias avançadas para gestão segura da via aérea difícil.Downloads
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