Avaliação das Necessidades e Prioridades de Competência em Inteligência Artificial entre Profissionais de uma Faculdade de Medicina: Uma Análise Transversal
DOI:
https://doi.org/10.25751/rspa.46778Palavras-chave:
Atitude do Pessoal de Saúde, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Inteligência ArtificialResumo
Introdução: As ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) estão a entrar rapidamente nas rotinas clínicas. Compreender as perceções dos clínicos, os benefícios esperados, os níveis de competência desejados e as preocupações éticas é essencial para planear a formação e uma implementação segura.
Métodos: Foi realizado um inquérito transversal e anónimo, através do Google Forms, dirigido a profissionais de saúde de uma faculdade de medicina. Os dados foram recolhidos entre 16 e 23 de janeiro de 2026 (n=99). O questionário avaliou os benefícios percebidos da IA, os desafios clínicos que poderá ajudar a resolver, as áreas do fluxo de trabalho passíveis de otimização, as razões para os clínicos compreenderem a IA, as principais preocupações éticas, o nível de competência desejado e um resultado mensurável da formação em IA.
Resultados: Participaram 99 profissionais de diversas especialidades, sendo as mais frequentes Cirurgia Geral (8/99) e Microbiologia, Pediatria e Medicina Geral (5/99 cada). A experiência clínica média foi de 10,6 anos. Os benefícios mais referidos foram a deteção precoce de doenças (74,7%) e a melhoria da precisão diagnóstica (72,7%). As principais aplicações da IA foram a otimização de notas clínicas (85,9%) e a interpretação de imagens (65,7%). Os níveis de competência desejados foram o uso prático e seguro (46,5%), competências avançadas (40,4%) e literacia básica (13,1%). As principais preocupações éticas foram a responsabilidade jurídica (41/99; 41,4%), a segurança do doente (31,3%), a transparência (22,2%), o viés (16,2%) e a confidencialidade dos dados (15,2%).
Conclusão: Os clínicos, independentemente da fase da carreira, esperam que a IA melhore a deteção precoce e a precisão diagnóstica, valorizando formação centrada no uso seguro das ferramentas e na responsabilidade jurídica.
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