Avaliação das Necessidades e Prioridades de Competência em Inteligência Artificial entre Profissionais de uma Faculdade de Medicina: Uma Análise Transversal

Autores

  • Nazia Nazir Government Institute of Medical Sciences
  • Shivi Mishra 1 Department of Anesthesiology and Critical Care, Government Institute of Medical Sciences, Greater Noida, India
  • India 1 Department of Anesthesiology and Critical Care, Government Institute of Medical Sciences, Greater Noida, India

DOI:

https://doi.org/10.25751/rspa.46778

Palavras-chave:

Atitude do Pessoal de Saúde, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Inteligência Artificial

Resumo

Introdução: As ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) estão a entrar rapidamente nas rotinas clínicas. Compreender as perceções dos clínicos, os benefícios esperados, os níveis de competência desejados e as preocupações éticas é essencial para planear a formação e uma implementação segura.

Métodos: Foi realizado um inquérito transversal e anónimo, através do Google Forms, dirigido a profissionais de saúde de uma faculdade de medicina. Os dados foram recolhidos entre 16 e 23 de janeiro de 2026 (n=99). O questionário avaliou os benefícios percebidos da IA, os desafios clínicos que poderá ajudar a resolver, as áreas do fluxo de trabalho passíveis de otimização, as razões para os clínicos compreenderem a IA, as principais preocupações éticas, o nível de competência desejado e um resultado mensurável da formação em IA.

Resultados: Participaram 99 profissionais de diversas especialidades, sendo as mais frequentes Cirurgia Geral (8/99) e Microbiologia, Pediatria e Medicina Geral (5/99 cada). A experiência clínica média foi de 10,6 anos. Os benefícios mais referidos foram a deteção precoce de doenças (74,7%) e a melhoria da precisão diagnóstica (72,7%). As principais aplicações da IA foram a otimização de notas clínicas (85,9%) e a interpretação de imagens (65,7%). Os níveis de competência desejados foram o uso prático e seguro (46,5%), competências avançadas (40,4%) e literacia básica (13,1%). As principais preocupações éticas foram a responsabilidade jurídica (41/99; 41,4%), a segurança do doente (31,3%), a transparência (22,2%), o viés (16,2%) e a confidencialidade dos dados (15,2%).

Conclusão: Os clínicos, independentemente da fase da carreira, esperam que a IA melhore a deteção precoce e a precisão diagnóstica, valorizando formação centrada no uso seguro das ferramentas e na responsabilidade jurídica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Al Hadithy ZA, Al Lawati A, Al-Zadjali R, Al Sinawi H. knowledge, attitudes, and perceptions of artificial intelligence in healthcare among medical students at Sultan Qaboos University. Cureus. 2023;15:e44887. doi: 10.7759/cureus.44887.

2. Rony K.K, Akter K, Nesa L, Islam M T, Johra F.T, Akter F, et al. Healthcare workers’ knowledge and attitudes regarding artificial intelligence adoption in healthcare: A cross-sectional study. Heliyon. 2024;10:e40775. doi: 10.1016/j.heliyon.2024.e40775.

3. Lauritzen AD, Rodríguez-Ruiz A, von Euler-Chelpin MC, Lynge E, Vejborg I, Nielsen M, et al. An Artificial Intelligence-based Mammography Screening Protocol for Breast Cancer: Outcome and Radiologist Workload. Radiology. 2022;304:41-9. doi: 10.1148/radiol.210948.

4. York T, Jenney H and Jones G. Clinician and computer: a study on patient perceptions of artificial intelligence in skeletal radiography. BMJ Health Care Inform. 2020;27:e100233.25

5. Patel S. Learning Outcomes of Classroom Research. New Delhi: L’ Ordine Nuovo Publication; 2021.

6. King BF Jr. Artificial intelligence and radiology: what will the future hold? J Am Coll Radiol. 2018;15:501-3. doi: 10.1016/j.jacr.2017.11.017.

7. Topol EJ. High-performance medicine: the convergence of human and artificial intelligence. Nat Med. 2019;25:44–56. doi: 10.1038/s41591-018-0300-7.

8. Bajwa J, Munir U, Nori A, Williams B. Artificial intelligence in healthcare: transforming the practice of medicine. Future Healthcare J. 2021;8:e188-e194.

9. Yu KH, Kohane IS. Framing the challenges of artificial intelligence in medicine. BMJ Qual Saf. 2019;28:238-241. doi:10.1136/bmjqs-2018-008551

10. Baxi V, Edwards R, Montalto M, Saha S. Digital pathology and artificial intelligence in translational medicine and clinical practice. Mod Pathol. 2022;35:23-32. doi:10.1038/s41379-021-00919-2.

11. Fritsch SJ, Blankenheim A, Wahl A, et al. Attitudes and perception of artificial intelligence in healthcare: A cross-sectional survey among patients. Digital Health. 2022; 8:205520762211167

Downloads

Publicado

2026-07-08

Como Citar

Nazir, N., Mishra, S., & India. (2026). Avaliação das Necessidades e Prioridades de Competência em Inteligência Artificial entre Profissionais de uma Faculdade de Medicina: Uma Análise Transversal. Revista Da Sociedade Portuguesa De Anestesiologia, 35(2), 40–44. https://doi.org/10.25751/rspa.46778