Urban renaturalization and regeneration of urban rivers aiming for environmental justice in low-income and racialized communities: The case of Mané Dendê in Salvador (Bahia, Brazil)

Authors

Keywords:

urban renaturation, environmental justice, urban suburbs

Abstract

The emergence of climate change requires effective public policies for the governance of water resources in urban environments, with the aim of guaranteeing water availability in large cities. The main objective of the study carried out in Mané Dendê, a stream in the Cobre River basin, located in Salvador (Bahia, Brazil), was to evaluate a process of urban renaturalization as a strategy for recovering watercourses in a peripheral, low-income, and unequal area, using nature-based solutions and blue-green infrastructures. The methodological procedures were based on bibliographical research and analysis, statistical and cartographic data collection, as well as field research. The Cobre River basin represents the last water source with good water quality indices in Salvador, the only exception being its tributary Mané Dendê. The importance and urgency of regenerating this water body are evident, in order to guarantee water availability, increase water quality, and provide leisure spaces for the community, which is mostly low-income and racialized. The technical dimension of the action to renaturalize the Mané Dendê was problematized through questions of environmental justice. The interventions of the Mané Dendê Basin Requalification Project represent a road project that values the interconnection of transport modes in the city and disregards the socio-environmental aspect, creating more impermeable areas, removing areas of riparian forest, and keeping the main river polluted and channeled, not meeting sustainability standards.

Author Biographies

Bruna Palmeira Santos, Universidade Federal da Bahia

Graduada em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente cursa especialização em Planejamento Urbano Sustentável pela Faculdade Unyleya. Entre os anos de 2021 e 2023 desenvolveu pesquisa científica na UFBA através Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Pesquisa Científica (Pibic) com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no campo dos recursos hídricos e meio ambiente, intitulada ‘Estudo da dinâmica das águas superficiais, a partir das séries históricas (Chuva-Vazão), na sub bacia do rio Gongogi, sudoeste baiano’ através grupo de pesquisa Observatório de Águas da Bahia – OBA vinculado ao Núcleo de Estudos Hidrogeológicos do Meio Ambiente (NEHMA). No período de 2023 a 2024 realizou pesquisa científica no Pibic no campo da geografia urbana com ênfase na renaturalização de corpos hídricos urbanos intitulada ‘Renaturalização urbana: a produção do espaço baseada na justiça ambiental, uma resposta as mudanças climáticas’ financiada pelo CNPq. No ano de 2018, durante o ensino médio, desenvolveu a pesquisa científica "As Nascentes do rio das Mulheres: cuidar para não morrer" com apoio financeiro do CNPq.

Wendel Henrique Baumgartner, Universidade Federal da Bahia

Professor Associado III da Universidade Federal da Bahia. Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia (2006-2018) e e cursos de graduação da mesma universidade. Possui graduação em Geografia (Bacharelado e Licenciatura), Mestrado em Geografia e Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista UNESP/Rio Claro. Foi professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Realiza pesquisas sobre as relações cidades-natureza e os desafios à produção do espaço urbano nas cidades latino-americanas, com destaque ao tema dos espaços verdes e a justiça espacial/territorial. É Avaliador de Cursos de Graduação e de Reconhecimento de Instituições de Ensino Superior do SINAES/INEP/MEC. É membro da Rede Cidades Médias e Pequenas da Bahia - RCMP. Realizou estágio pós doutoral na área de Geografia Urbana na Universidade de Passau - Alemanha, com bolsa da CAPES, entre agosto de 2010 e julho de 2011. Foi coordenador de área do PIBID/Geografia da UFBA entre agosto de 2012 e dezembro de 2016.

References

Acselrad, H. (2002). Justiça ambiental e construção social do risco. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 5, 49-60. https://doi.org/10.5380/dma.v5i0.22116

Acselrad, H. (2010). Ambientalização das lutas sociais – o caso do movimento por justiça ambiental. Estudos Avançados. 24, (68), 103-119. https://doi.org/10.1590/S0103-40142010000100010

Anguelovski, I. (2016). From Toxic Sites to Parks as (Green) LULUs? New Challenges of Inequity, Privilege, Gentrification, and Exclusion for Urban Environmental Justice. Journal of Planning Literature. (31), 23-36. https://doi.org/10.1177/0885412215610491

Ballester, E. J. (2019). Renaturing cities: Town Planning and Housing series. Barcelona Provincial Council’s Press and Communication Office.

Barcellos, D. S., Faggian, R., Sposito, V. & Bollmann, H. A. (2021). Blue-Green Infrastructure in cities: climate change adaptation and reducing water pollution by pharmaceutical micropollutants. Revista de Gestão de Água América Latina, 18 (16), 1-14. https://doi.org/10.21168/rega.v18e16

Baumgartner, W. H. (2021) Gentrificação verde e os objetivos do desenvolvimento sustentável em áreas urbanas. Geografia, 46, 1-16. https://doi.org/10.5016/geografia.v46i1.16034

Baumgartner, W. H. (2022). Apropriações dos objetivos do desenvolvimento sustentável pelo mercado imobiliário na produção do espaço urbano. Scripta Nova, 26 (1), 185-205. https://doi.org/10.1344/sn2022.26.35224

Benedict, M. A. & McMahon, E. T. (2001). Green Infrastructure: Smart Conservation for the 21st Century. The Conservation Fund. http://sprawlwatch.org/greeninfrastructure.pdf

Checker, M. (2020). The sustainability myth environmental gentrification and the politics of justice. NYU Press.

Chimah, C. F. (2020). Examining spatial inequities in green space distribution and access around the historic city of Savannah, Georgia [Master Dissertation, Georgia Southern University]. Georgia Southern University Repository. https://digitalcommons.georgiasouthern.edu/etd/2122/

Duarte, B.M., Silva, N.T.C. & Lopes, I. S. (2022). Interseccionalidade e mudanças climáticas: um estado da arte sobre o racismo ambiental no Brasil e seus outros. Revista Sémata, 34, 1-13. https://doi.org/10.15304/semata.34.8763

Giannotti, E., Vásquez, A., Galdámez, E., Velásquez, P. & Devoto, C. (2020). Planificación de infraestructura verde para la emergencia climática. Aprendizajes desde el proyecto “Stgo+”. Revista Colombiana de Geografía. 30, (2), 359-375. http://dx.doi.org/10.15446/rcdg.v30n2.88749

Guimarães, R. E. M.(2015) Políticas públicas de Infraestrutura Verde urbana: Uma necessidade brasileira e latinoamericana. Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, 6, (12), 251-275.

Guimarães, R. E. M., Oliveira, A. K. B., Veríssimo, L. F., Merlo, M.L. & Vérol, A.P. (2018). O uso de infraestruturas verde e azul na revitalização urbana e na melhoria do manejo das águas pluviais: o caso da Sub-bacia do Rio Comprido. Paisagem e Ambiente. (42), 75-96. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i42p75-95

Gould, K. A. & Lewis, T. L. (2016). Green gentrification. Urban sustainability and the struggle for environmental justice. Routledge.

Henrique, W. (2009). O Direito à Natureza na Cidade. Edufba.

Herculano, S. C. (2002, Novembro 6 -9). Riscos e desigualdade social: a temática da Justiça Ambiental e sua construção no Brasil [trabalho apresentado]. I Encontro da ANPPAS, Indaiatuba, Brasil.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). Censo 2022. https://cidades.ibge.gov.br/

INEMA- Instituto Do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (2013). Diagnóstico da qualidade Ambiental dos Rios de Salvador. RELATÓRIO TÉCNICO nº 012/14, http://www.inema.ba.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/Relat%C3%B3rio-de-Monitoramento-COMON-012-Rios-de-Salvador.pdf

Jabbour, C. J. C. & Freitas, W. R. S. (2011). Utilizando estudo de caso(s) como estratégia de pesquisa qualitativa: boas práticas e sugestões. Revista Estudo & Debate, 18, (2), 07-22.

Lefebvre, H. (1969). O direito à cidade. Difel.

Leonard-Barton, D. (1990). A Dual Methodology for Case Studies: Synergistic Use of a Longitudinal Single Site with Replicated Multiple Sites. Organization Science, 1, (3), 248-266. https://doi.org/10.1287/orsc.1.3.248

Nascimento, A. S. (2021). A urbanização planetária neoliberal e o discurso da resiliência e da urbanização sustentável: uma reflexão crítica em torno da nova agenda urbana global. Revista Colombiana de Geografía, 2, (30), 318-335. https://doi.org/10.15446/rcdg.v30n2.88748

ObservaSSA - Observatório dos Bairros Salvador. (2024). Bairros. https://observatoriobairrossalvador.ufba.br/bairros

Morsch, M. R. S., Mascaró, J. J. & Pandolfo, A. (2017). Sustentabilidade urbana: recuperação dos rios como um dos princípios da infraestrutura verde. Revista Ambiente Construído, 17, (4), 305-321. https://doi.org/10.1590/s1678-86212017000400199

Pearsall, H. (2010). From brown to green? Assessing social vulnerability to environmental gentrification in New York City. Environment and Planning C: Government and Policy, 28, 872 – 886. https://doi.org/10.1068/c08126

Porto, M., Alencar, J. & Theodoro, H. D. (orgs.) (2019). Revitalização de rios urbanos no Brasil. Editora D’Plácido.

Prandi, R. (2001). O candomblé e o tempo: concepções de tempo, saber e autoridade da África para as religiões afro-brasileiras. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 16 (47), 44-58. https://doi.org/10.1590/S0102-69092001000300003

Salvador - Prefeitura Municipal. (2016). Programa de Saneamento Ambiental e Ambiental da Bacia do Riacho Mané Dendê. http://www.novomanedende.salvador.ba.gov.br/images/PROD_OFIC_VALID.pdf

Salvador - Prefeitura Municipal. (2020a, Julho 2). Decreto nº 32.545 de 02 de julho de 2020. https://leismunicipais.com.br/a/ba/s/salvador/decreto/2023/3686/36856/decreto-n-36856-2023

Salvador - Prefeitura Municipal. (2020b). Programa de Requalificação Urbana e Saneamento Urbanização da Bacia do Rio Mané Dendê. http://www.novomanedende.salvador.ba.gov.br/images/mdende/Anexo2.pdf

Salvador - Prefeitura Municipal. (2023). Novo Mané Dendê. http://www.novomanedende.salvador.ba.gov.br/

Santos, E., Benevides, T., Borja, P.C., Moraes, L.R.S., Oliveira, N., Pedrassoli, J.C., Souza, J., Gama, C.M. & Fróes, F. (2021). QUALI Salvador: qualidade do ambiente urbano na cidade da Bahia. Edufba.

SEI - Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. (2010). Bairros de Salvador. https://dados.salvador.ba.gov.br/pages/bairros-de-salvador

Silva, Juliana & Porto, Mônica. (2020). Requalificação de rios urbanos no âmbito da renaturalização, da revitalização e da recuperação. Labor & Eng., 14, 1-19. https://doi.org/10.20396/labore.v14i0.8659900

Soares, A. M. C. (2009). Cidade revelada: pobreza urbana em Salvador – BA. Geografias, 5, (1), 83-96.

Sucupira, A. A. M., Andrea, T. R. L. & Okawa, C. M. P. Renaturalização de rios: um caminho rumo à sustentabilidade urbana. Revista Gestão e Sustentabilidade Ambiental, 11, 306-322. https://doi.org/10.19177/rgsa.v11e02022306-322

Rangel, T. L. V. (2016). Racismo ambiental às comunidades quilombolas. Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos, 4, (2), 129-141.

RBJA - Rede Brasileira de Justiça Ambiental. (2001). Declaração de Princípios da RBJA. https://rbja.org/wp-content/uploads/2022/12/Declaracao-de-Principios-da-RBJA.pdf

Redação (2022, Outubro 16). Com ameaças, a Prefeitura expulsa moradores da Bacia do Rio Mané Dendê. Jornal A Tarde. https://atarde.com.br/bahia/bahiasalvador/com-ameacas-prefeitura-expulsa-moradores-da-bacia-do-rio-mane-dende-1209118

Vásquez, A., Giannotti, E., Galdámez, E., Velásquez, P. & Devoto, C. (2019). Green Infrastructure Planning to Tackle Climate Change in Latin American Cities. In C. Henríquez & H. Romero (Eds.). Urban Climates in Latin America. (pp. 329-354). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-97013-4_13

Zanirato, S. H., Pereira, G. D. & Duarte, L. F. (2022). Parques lineares em São Paulo: expressões de injustiça ambiental e de gentrificação ecológica. Revista Brasileira de Meio Ambiente, 3 (10), 51-72. https://doi.org/10.5281/zenodo.7518856

Published

03-03-2026