Importância e fragilidades dos estudos de impacto

análise crítica do caso Braskem, em Maceió

Autores/as

Palabras clave:

ordenamento territorial, estudo de impacto ambiental, estudo de impacto urbano, conflitos sociais, desastres socioambientais

Resumen

Reconhecendo a importância dos instrumentos urbanísticos, este artigo conduziu um debate crítico acerca do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) como ferramentas de gestão e mitigação no ambiente urbano. Foram investigadas as deficiências legislativas, como a ausência de exigência de EIV no Plano Diretor, e seus efeitos na sociedade, tomando como estudo de caso os impactos gerados pelas atividades da mineradora Braskem no município de Maceió. O artigo explorou como a ausência do EIV contribuiu para o desastre socioambiental desencadeado pela exploração mineral, que levou à desocupação compulsória de cerca de 55 mil moradores. O RIMA, apesar de ter sido desenvolvido, não considerou os impactos socioeconômicos e ambientais em sua totalidade, isentando-se de questões relacionadas à mobilidade urbana e a necessidade de reestruturação e realocação de equipamentos públicos. Também não foram analisados impactos relacionados à localidade de destino dos moradores realocados.

Biografía del autor/a

Tatiane Ferreira Olivatto, Universidade Federal de São Carlos

Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com períodos de mobilidade na Universidade Nacional do Litoral (UNL) e na Universidade Nacional de Mar del Plata (UNMdP). Possui Mestrado em Engenharia Urbana pela UFSCar e Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), com um programa sanduíche na Universidade da Austrália do Sul (UniSA). Especialização em Ensino Universitário (concluído) e Ciência de Dados (em andamento). Pesquisa com foca em Geoprocessamento, SIG, Cartografia Temática, Sustentabilidade e aplicações de IA na Engenharia Urbana.

Felipe Facci Inguaggiato, Universidade Federal de São Carlos

Doutorando em Engenharia Urbana, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mestre em Engenharia Urbana, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) (2020), com trabalho voltado a utilização de Veículos Aéreos não Tripulados (VANTs) como ferramenta de auxílio ao planejamento territorial. Pós-graduação lato sensu (384h), em Geoprocessamento Aplicado, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) (2018). Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (2017). Atualmente é pesquisador do Grupo de Estudos em Planejamento Territorial e Ambiental (Geplan), do Instituto Federal do Sul de Minas e foi pesquisador do grupo Geoprocessamento, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Tem experiência na utilização de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs), trabalhando com o ordenamento espacial e planejamento territorial urbano e ambiental.

José Augusto Di Lollo, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Professor Titular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP na Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira. Engenheiro Geológo (UFOP, 1987), Mestre em Geotecnia (EESC/USP, 1991), Doutor em Engenharia Civil - Geotecnia (EESC/USP, 1995), Livre-docente em Geologia de Engenharia (UNESP, 2000), Especialista em Geprocessamento (UFSCar, 2006), Pós-doutorado em Engenharia Urbana (UFSCar - 2004-2006), Professor Titular em Geologia para Engenheiros (UNESP, 2010). Atua nos Programas de Pós-graduação em Engenharia Civil da UNESP e Engenharia Urbana da UFSCar. Tem experiência nas áreas de Geotecnia, Geociências e Engenharia Urbana, com ênfase na área ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: caracterização do meio físico, erosão, solos colapsíveis, cartografia geotécnica e geoambiental, avaliação de impactos ambientais e impactos de vizinhança, análise de riscos naturais.

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Publicado

2025-06-27

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