Making-Do de Moçambique: Repensando a modernidade musical através da World Music 2.1
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea49.43057Palavras-chave:
Making-Do, World Music 2.1, Circularidade Remix, Moçambique, pós-colonialismo, património culturalResumo
Este artigo analisa a criação musical contemporânea em Moçambique através de três conceitos interligados: Making-Do, WM 2.1 e Circularidade Remix. Argumenta que os músicos moçambicanos constroem mundos sonoros moldados por constrangimentos estruturais, memória cultural e uso improvisado da tecnologia. Com base em trabalho de campo etnográfico de longa duração, documentação audiovisual e investigação baseada na prática realizada entre 2018 e 2025, a análise examina como estas dinâmicas se manifestam em diferentes regiões e colaborações. Making-Do descreve práticas de reutilização e hibridização enraizadas na escassez e no conhecimento local. WM 2.1 designa a integração de instrumentos e estéticas tradicionais em formas eletrónicas e híbridas. A Circularidade Remix teoriza os ciclos de retroalimentação glocais através dos quais o som circula entre tradição e inovação. Estudos de caso — incluindo Dilon Djinji, Artista Mil-Quinhento & Conjunto Popombo de Nampula, May Mbira e Maneto — ilustram como a música moçambicana encena resiliência e criatividade multiterritorial. O artigo conclui apelando a uma reflexão ética sobre a mercantilização e o apoio na economia sonora global.
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