N.º 49 (2025): Revoluções Sonoras
Com o intuito de assinalar os cinquenta anos das independências da Guiné-Bissau em 1973, e de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e Angola em 1975, fomos desafiados a organizar um número nos Cadernos de Estudos Africanos dedicado, em especial, à temática “Revoluções Sonoras”. Este número especial parte de uma conceção do som como expressão polissémica, podendo abarcar as mais variadas experiências e subjetividades sonoras vinculadas a processos históricos de transição e/ou transformação política e social. Os artigos reunidos neste número atravessam diferentes temporalidades – o colonialismo tardio, as lutas de libertação, os processos pós-independência e os debates contemporâneos sobre memória, património e pertença nacional. Em conjunto, mostram que as práticas sonoras não apenas acompanham processos políticos, mas também os tornam audíveis, inteligíveis e disputáveis.
Org.: Marco Roque de Freitas e Cristina Sá Valentim
Editora responsável: Inês Nascimento Rodrigues
Tradução: Carolina Costa