“Labanta braço”: Música e as paisagens da memória polifónica da Independência em Cabo Verde pós-colonial
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea49.46255Palavras-chave:
Cabo Verde, independência, música e memória, paisagens da memória, nação, etnomusicologiaResumo
Este artigo examina as comemorações do 50º aniversário da Independência no Mindelo, Cabo Verde, e explora as intersecções entre música, paisagens da memória e política pós-colonial. Com foco nas atuações das bandas mindelenses Serenata e Kings, destaca tensões e fricções entre gerações, identidades regionais e contextos políticos. O estudo mostra como géneros musicais, repertórios e práticas corporais medeiam e constroem a memória coletiva através de narrativas nacionais frequentemente contestadas. Tradições centradas no masculino, recordações nostálgicas e a negociação entre celebrações estatais e privadas revelam como a memória da independência é continuamente reinterpretada. Ao analisar essas performances como formas mnemónicas e atos sociais, o artigo ilumina a dinâmica e a performance das paisagens da memória cabo-verdianas.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Cadernos de Estudos Africanos

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Autorizo a publicação do artigo/recensão submetido do qual sou autor.
Declaro ainda que o presente artigo é original, que não foi objecto de qualquer tipo de publicação, e cedo em exclusivo os direitos de publicação à revista Cadernos de Estudos Africanos. A reprodução do artigo, no todo ou em parte, noutras publicações ou noutros suportes depende de autorização prévia da editora Centro de Estudos Internacionais do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa.