O teste de 10-RM é ideal para avaliação de indivíduos treinados e não treinados?

Autores

  • Fernando Max Lima
  • Diego Brenner Federal University of Triangulo Mineiro https://orcid.org/0000-0003-0187-2292
  • Gustavo de Mello Rodrigues
  • Luciane Fernanda Rodrigues Martinho Fernandes
  • Dernival Bertoncello

DOI:

https://doi.org/10.6063/motricidade.18097

Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar se o teste de 10-RM pode ser aplicado a pessoas treinadas e não treinadas através do exercício de força do cotovelo. A amostra constituiu de 23 homens idade entre 18 e 30 anos, sendo 11 não treinados (UT-grupo controle) e 12 treinados com resistência (TR – grupo treinado). O experimento foi iniciado com aquecimento específico seguido por coleta de sinal mioelétrico do músculo bíceps braquial bilateralmente na Contração Isométrica Voluntária Máxima (MVIC), teste de 10-RM para flexão de cotovelo e nova MVIC, seguido de desaceleração. Ao analisar contração por contração, foi encontrado um aumento significativo no RMS (Root Mean Square) normalizado pela CIVM em relação a 1ª contração a partir da 3ª repetição para o grupo TR. Quando comparado cada contração do teste de 10-RM com o predecessor, observou-se redução significativa da FM (Frequencia Média) entre a 5ª e a 6ª repetição do TR. Conclui-se que o Teste de 10 Repetições Máximas deve ser reconsiderado quando realizado para fins de comparação entre os dois lados do corpo. Além disso, ao considerar a provável fadiga causada pelos movimentos sucessivos, sugere-se melhor aplicação de testes com 6 a 8 repetições.

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Publicado

2020-09-30

Edição

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Artigos Originais

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