O fim da vida: uma questão de autonomia

Autores

  • José Cordero da Silva Universidade do Estado do Pará –Brasil

DOI:

https://doi.org/10.25753/BirthGrowthMJ.v23.i2.8608

Palavras-chave:

Autonomia, consentimento, direito de morrer, ética, legislação, terminalidade, vida

Resumo

O desenvolvimento tecnológico da ciência biomédica, nem sempre é acompanhado por uma discussão humanística e ética, em especial no processo decisório de respeitar a autonomia do cidadão, quanto às medidas de prolongamento da vida, em casos de pacientes crônicos com doenças incuráveis. O objetivo deste estudo foi discutir alguns aspetos relacionados com a terminalidade da vida, conceitos, posicionamento médico, direitos do paciente e legislação brasileira a respeito deste tema. Este estudo estabelece a relação conceitual entre o nascer e o morrer como processo evolutivo do homem, descreve os conceitos de eutanásia, ortotanásia e distanásia. Analisa o respeito no processo de fim da vida de personalidades que marcaram seu tempo, o respeito pela decisão dos pacientes terminais, a visão dos médicos e as propostas de novas leis sobre o tema no Brasil. Respeitar a vontade do paciente terminal com relação ao processo de ortotanásia, com a preocupação de não caracterizar crime. Estabelecer a discussão sobre o fim da vida, realizar o esclarecimento, obter o consentimento livre e informado como atitude ética em defesa da dignidade humana.

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Publicado

2016-02-24

Como Citar

1.
da Silva JC. O fim da vida: uma questão de autonomia. REVNEC [Internet]. 24 de Fevereiro de 2016 [citado 4 de Abril de 2025];23(2):100-5. Disponível em: https://revistas.rcaap.pt/nascercrescer/article/view/8608

Edição

Secção

Perspetivas Atuais em Bioética