Promoção do papel parental na gestão do uso de ecrãs em criança pré-escolar
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47585Palavras-chave:
Uso de ecrãs; Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica; Literacia em saúde; Papel parental; Pré-escolarResumo
Introdução: Os ecrãs fazem parte do quotidiano das famílias, estando presentes nas rotinas, lazer e até nos cuidados às crianças. Na idade pré-escolar, período sensível do desenvolvimento infantil, a forma como são introduzidos e acompanhados pelos pais é particularmente relevante. Quando usados com conteúdos adequados à idade e mediação parental, podem constituir oportunidades de aprendizagem; contudo, o uso excessivo ou desajustado pode interferir com o sono, a atividade física, a interação familiar, a comunicação e outras experiências essenciais ao desenvolvimento. Neste contexto, os enfermeiros de saúde infantil e pediátrica têm um papel importante na promoção da literacia parental.
Objetivo: Partilhar a experiência de desenvolvimento e avaliação de um vídeo de promoção da literacia parental, centrado na gestão adequada do uso de ecrãs.
Metodologia: Desenvolvido e disponibilizado um vídeo dirigido a pais de crianças em idade pré-escolar. A seleção dos conteúdos baseou-se numa revisão narrativa da literatura, contemplando conceitos-chave, potenciais benefícios, consequências do uso excessivo e estratégias promotoras de gestão adequada dos ecrãs. O recurso foi divulgado no âmbito de ensinos clínicos do Mestrado em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. A participação foi voluntária e anónima, não tendo sido recolhidos dados identificativos. Após a visualização, os participantes foram convidados a responder a um questionário, via QR Code, sobre clareza, relevância, utilidade, adequação dos conteúdos e conhecimentos adquiridos. Os dados foram analisados descritivamente.
Resultados: A apreciação foi globalmente muito positiva, sugerindo a adequação do vídeo enquanto recurso audiovisual promotor de literacia parental. Na avaliação participaram 12 pais, e todos classificaram como “Muito Adequado” os conteúdos, a linguagem, as estratégias de comunicação e a componente visual. Os participantes, identificaram corretamente a recomendação de limitar o uso de ecrãs a uma hora diária nesta faixa etária, bem como consequências do uso excessivo, incluindo sedentarismo, perda de oportunidades de aprendizagem, alterações no desenvolvimento psicomotor e compromisso do sono. A maioria reconheceu benefícios associados à gestão adequada e identificaram as estratégias abordadas e consideraram que o vídeo contribuiu para a promoção do conhecimento.
Conclusão: O recurso desenvolvido revelou-se pertinente, acessível e adequado às necessidades dos pais, podendo constituir uma estratégia complementar à promoção do papel parental.
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