Capacitação de crianças, adolescentes e pais/cuidadores em Suporte Básico de Vida
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47587Palavras-chave:
Suporte Básico de Vida; Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica; Capacitação; População Pediátrica; CuidadoresResumo
Introdução: A intervenção precoce perante situações de emergência constitui um fator determinante para a sobrevivência e redução de sequelas. A capacitação de crianças, adolescentes e pais/cuidadores em Suporte Básico de Vida (SBV) representa uma estratégia relevante para promover a literacia em saúde, aumentar a confiança para atuar e fortalecer a cadeia de sobrevivência. Neste contexto, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica (EESIP) assume um papel fundamental na educação para a saúde e na promoção de competências junto da comunidade.
Objetivos: Descrever o desenvolvimento e implementação de estratégias de capacitação em SBV dirigidas a crianças, adolescentes e cuidadores, promovendo conhecimentos, competências e autoeficácia perante situações de emergência.
Material e Métodos: Projeto de intervenção desenvolvido no âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, implementado em contextos de neonatologia, internamento pediátrico, urgência pediátrica e cuidados de saúde primários. Foram desenvolvidas estratégias de capacitação adaptadas às diferentes fases do desenvolvimento, incluindo a criação do livro pedagógico Super 112, destinado a crianças em idade pré-escolar, recorrendo a histórias, ilustrações, jogos e questões interativas sobre o reconhecimento de emergências e a ativação do 112. Ainda se elaborou um panfleto informativo sobre SBV no adulto e na criança, disponibilizado em formato físico e digital para cuidadores, bem como dinamizadas sessões de capacitação dirigidas a adolescentes e pais/cuidadores.
Resultados: As atividades desenvolvidas evidenciaram boa adesão e participação dos diferentes públicos-alvo. As crianças demonstraram capacidade para reconhecer situações de emergência e identificar procedimentos associados à ativação do 112. Os adolescentes revelaram aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências relacionadas com SBV. Os pais/cuidadores evidenciaram maior capacitação para atuar em contextos críticos, valorizando os conteúdos abordados e reconhecendo a utilidade dos materiais disponibilizados. Globalmente, as estratégias utilizadas revelaram-se adequadas às características dos participantes, contribuindo para a promoção da literacia em saúde, da autoconfiança e da preparação para uma resposta inicial segura e eficaz.
Conclusão: As estratégias desenvolvidas revelaram-se adequadas aos diferentes públicos-alvo, contribuindo para aproximar o SBV da comunidade. Destaca-se o papel do EESIP na adaptação dos conteúdos às diferentes etapas do desenvolvimento e na promoção de uma resposta eficaz e segura nas situações de emergência.
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