Telessaúde no Aconselhamento e Acolhimento em Saúde Reprodutiva: Minimizando o Estigma e Promovendo Saúde Mental
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47653Palavras-chave:
Enfermagem; Telessaúde; Saúde Reprodutiva; Estigma; Saúde MentalResumo
Introdução: A saúde sexual e reprodutiva (SSR) relaciona-se ao bem-estar geral, mas o acesso ao aconselhamento é dificultado por barreiras geográficas, socioeconômicas e pelo estigma social. Questões como contraceção, infertilidade e disfunções sexuais, quando estigmatizadas, podem impactar negativamente a saúde mental. A telessaúde surge como ferramenta promissora para superar esses desafios, oferecendo um ambiente mais acessível e privado para o acolhimento e aconselhamento em SSR.
Objetivos: Analisar, através de revisão de literatura, o potencial da telessaúde na redução do estigma e promoção da saúde mental por meio do acolhimento e aconselhamento em saúde sexual e reprodutiva.
Material e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, entre 2022 e 2026. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando descritores controlados “telessaúde”, “saúde sexual e reprodutiva” e saúde mental”, combinando operadores boleanos “AND” e “OR”. Incluíram-se artigos originais e revisões (português/inglês) relacionados à temática, excluindo-se editoriais e pré-prints. A avaliação da qualidade metodológica dos estudos foi realizada por leitura crítica em par independente. A extração e síntese dos dados seguiram uma abordagem descritivo-narrativa. A busca inicial resultou em 153 artigos, e após aplicação de filtros, remoção de duplicadas e leitura de títulos e resumos, 30 foram pré-selecionados. Após leitura completa a amostra final resultou em 12 artigos.
Resultados: A síntese de resultados apontou a telessaúde com potencial de expansão dos serviços de SSR, garantindo privacidade e confidencialidade e atenuando o estigma associado a temas sensíveis. Os dados demonstraram que o acolhimento remoto e teleaconselhamento, atuam como facilitadores do cuidado, com potencial de mitigar sintomas de ansiedade e estresses associados a agravos reprodutivos. Ademais, destacaram a relevância de capacitação da equipe de enfermagem para assistência segura e qualificada.
Conclusões: As evidências indicaram que a telessaúde tem potencial para desconstruir o estigma na SSR, favorecendo ambiente acolhedor e acessível para teleaconselhamento efetivo. Contudo, sua implementação em larga escala deve ser apoiada por evidências clínicas mais robustas, que comprovem a eficácia das intervenções. Recomenda-se a integração da ferramenta nas práticas clínicas de enfermagem, alinhada às políticas de saúde estruturadas.
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