Desafios para a Saúde Mental da População LGBTQIAPN+ frente à Violência Epistêmica nos Serviços de Saúde

Autores

  • Ana Caroline Lima Vasconcelos Instituto de Ciências da Saúde - ICS, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Brasil
  • Jamille Felismino Vasconcelos Soares Instituto de Ciências da Saúde - ICS, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Brasil
  • Camila Chaves da Costa Instituto de Ciências da Saúde - ICS, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Brasil
  • Leilane Barbosa de Sousa Instituto de Ciências da Saúde - ICS, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Brasil
  • Paula Marciana Pinheiro de Oliveira Instituto de Ciências da Saúde - ICS, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Brasil
  • Cristina Maria Correia Barroso Pinto Escola Superior de Enfermagem do Porto, Universidade do Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47663

Palavras-chave:

Violência epistêmica; Populações Vulneráveis, Tessaúde; Saúde Mental; Enfermagem

Resumo

Introdução: A violência epistêmica constitui uma forma de exclusão que deslegitima saberes, identidades e experiências de grupos historicamente marginalizados, impactando diretamente o acesso e a qualidade do cuidado em saúde. Nesse contexto, a população LGBTQIAPN+ enfrenta barreiras estruturais que se manifestam em práticas discriminatórias, invisibilização de demandas específicas e dificuldades de acolhimento nos serviços de saúde.

Objetivo: Refletir sobre as implicações da violência epistêmica para a população LGBTQIAPN+ no contexto da saúde, relacionando-a aos desafios da saúde mental e às potencialidades da telessaúde.

Material e Métodos: Estudo reflexivo e exploratório, fundamentado em revisão integrativa da literatura realizada em 2025. O protocolo metodológico incluiu buscas sistematizadas nas bases LILACS, SciELO, BVS e Scopus, utilizando cruzamentos de descritores
controlados (DeCS/MeSH). A seleção seguiu critérios de elegibilidade rigorosos, focando em estudos que relacionassem violência epistêmica, saúde mental e inovações digitais no acolhimento de diversidades, especilamente da população LGBTQIAPN+.

Resultados: Identificou-se 30 estudos nas bases consultadas e, após aplicação de filtros e exclusão de duplicatas, a amostra final resultou em 12 trabalhos. Os resultados evidenciaram que a cis-heteronormatividade permanece institucionalizada nos serviços de saúde por meio de protocolos, formulários e práticas que desconsideram a diversidade. Isto induz à descontinuidade do cuidado e ao sofrimento psíquico severo e isolamento social. Nesse cenário, a telessaúde emerge como ferramenta estratégica potencialidade disruptiva, favorecendo acolhimento em ambiente de cuidado desterritorializado, que reduz o medo da estigmatização presencial e permitindo um monitoramento longitudinal mais humanizado. A telessaúde não apenas amplia o alcance geográfico, mas subverte a lógica da violência institucional ao possibilitar o protagonismo do sujeito em seu espaço de conforto. Entretanto, sua efetividade depende da capacitação dos profissionais, da adoção de práticas inclusivas e da incorporação de princípios éticos voltados ao respeito à diversidade.

Conclusões: O enfrentamento da violência epistêmica exige transformações e integração de tecnologias digitais e práticas assistenciais inclusivas. A integração entre práticas inclusivas de Enfermagem, ações em saúde mental e estratégias de telessaúde podem contribuir para a promoção da equidade, do cuidado integral e da garantia dos direitos da população LGBTQIAPN+.

Publicado

2026-09-17

Como Citar

Vasconcelos, A. C. L., Vasconcelos Soares, J. F., Costa, C. C. da, Sousa, L. B. de, Oliveira, P. M. P. de, & Pinto, C. M. C. B. (2026). Desafios para a Saúde Mental da População LGBTQIAPN+ frente à Violência Epistêmica nos Serviços de Saúde. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia – RACS, 8(SupIII). https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47663

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