A telessaúde em valor social como uma alternativa para suplementação dos serviços psicossocial no contexto lusófono
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47659Palavras-chave:
Telessaúde, Saúde Mental, Acesso à Saúde, Inovação em Saúde, Populações VulneráveisResumo
Introdução: O acesso à assistência em saúde mental enfrenta desafios estruturais significativos, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade. No contexto da Lusofonia, a disparidade entre a demanda crescente e a oferta de serviços públicos de psicologia evidencia a necessidade de estratégias inovadoras adicionais. Neste cenário, a telessaúde emerge como uma ferramenta transformadora para a suplementação da Rede de Atenção Psicossocial.
Objetivo: Analisar o papel das plataformas digitais de telessaúde como estratégia de inovação e suplementação na assistência psicossocial, com foco na redução de barreiras de acesso para populações vulneráveis.
Material e Métodos: Realizou-se um estudo teórico-reflexivo fundamentado em revisão narrativa e análise documental. A busca delimitou-se ao período de 2022-2026, nas bases Scopus e BVS associada à análise de documentos normativos e políticas de saúde mental. Os critérios de inclusão focaram em publicações que discutiam vulnerabilidade e saúde digital. Os dados foram sintetizados de maneira qualitativa pelo cruzamento analítico entre barreiras de acesso, políticas públicas e a sustentabilidade do modelo de custo social.
Resultados: A análise da literatura e dos documentos normativos apontaram que telessaúde demonstrou potencial para mitigar longas filas de espera e a escassez profissional em áreas remotas. Os achados sugerem que plataformas de atendimento psicológico online permitem a conexão entre pacientes e especialistas de forma ágil, superando barreiras geográficas e econômicas. A modalidade de 'custo social' em plataformas privadas é discutida como uma estratégia complementar ao sistema público, capaz de ampliar a cobertura assistencial sem comprometer a qualidade ética do atendimento. Adicionalmente, a evidência teórica aponta que a flexibilidade de horários e a redução do estigma associado ao deslocamento físico potencializam a adesão contínua ao tratamento psicológico.
Conclusões: A análise reflexiva indica que a integração da telessaúde na assistência mental configura-se como alternativa promissora para minimizar barreiras de acesso à saúde. Conclui-se que o fomento a modelos digitais complementares, aliado a políticas públicas robustas, pode auxiliar no enfrentamento de desafios contemporâneos da saúde mental e contribuir para a equidade no cuidado psicossocial, embora se recomende o desenvolvimento de mais estudos empíricos locais.
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