Validação de um novo método comparativo entre imagens 2D e scanners intraorais 3D na identificação humana
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46644Keywords:
Identificação humana; Inteligência artificial; LandmarksAbstract
Introdução: A Identificação humana é um dos pilares da Antropologia e da Medicina Dentária Forense. Quando métodos tradicionais, como o DNA e as impressões digitais, não são aplicáveis, a dentição assume um papel central. O avanço da Inteligência Artificial (IA) tem possibilitado o desenvolvimento de ferramentas inovadoras capazes de processar grandes volumes de dados, inclusive em amostras degradadas, com elevado nível de precisão (Corte-Real et al., 2024).
Objetivo: O presente estudo propõe e valida dois métodos inovadores com recurso à IA para comparação entre imagens fotográficas (2D) e escaneamentos intraorais (3D).
Material e Métodos: O primeiro método baseia-se em Landmarks dentários, utilizando pontos anatómicos de referência marcados em ambos os modelos e sobrepostos através do software Skeleton-id. O segundo método centra-se na linha oclusal, delimitada e sobreposta com o auxílio do GIMP (para 2D) e do SculptGL (para 3D). A investigação contou com uma amostra de 142 indivíduos, cada um com imagens fotográficas e escaneamentos intraorais de alta resolução. Os dados foram interpretados por algoritmos de IA que empregaram abordagens baseadas em landmarks e em regiões, permitindo sobrepor modelos 3D a imagens 2D e classificar o seu nível de semelhança (Gómez et al., 2020; Sousa et al., 2025). Para otimizar a exatidão das correspondências, foi desenvolvido um software específico capaz de medir a precisão dos alinhamentos entre os pontos e as delimitações.
Discussão: Os resultados demonstraram alta aplicabilidade e fiabilidade dos métodos, apesar dos desafios como a perceção da localização dos landmarks em ortopantomogramas e a ocultação de pontos nas imagens 2D, fatores que aumentaram a margem de erro. Ainda assim, a IA mostrou-se eficaz na automatização e melhoria da precisão comparativa entre modelos dentários.
Conclusões: O estudo reforça a importância dos tecidos duros, como os dentes, pela sua resistência à degradação, destacando-se como elemento essencial na identificação humana. Conclui-se que a IA está a revolucionar a identificação forense, tornando-a mais rápida, fiável e exata. O futuro da área dependerá da integração de tecnologias emergentes e da colaboração interdisciplinar entre Medicina Dentária, Antropologia Forense e Ciências da Computação.
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