Forense de Campo de Batalha: Toxinas Vegetais e Desafios de Atribuição Biológica em Conflitos Híbridos
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46715Keywords:
Atribuição biológica; Botânica forense aplicada; Guerra híbrida NBQRAbstract
Introdução: No quadro cada vez mais frequente da guerra híbrida em contexto de conflito armado, o bioterrorismo através do uso de toxinas vegetais assume contornos operacionais específicos. Além das características habituais (acessibilidade das plantas, simplicidade de extração e elevado potencial disruptivo)1,2, o campo de batalha coloca desafios adicionais à investigação forense: a segurança da recolha, preservação de provas debaixo fogo, fragmentação das infraestruturas e necessidade de integração da recolha de prova com operações militares3.
Objetivo: Adaptar a análise das toxinas vegetais ao paradigma da forense de campo de batalha, através da avaliação de como a Botânica Forense pode ser operacionalizada em teatros de operações para deteção, triagem, determinação de origem e atribuição em contextos híbridos.
Material e Métodos: Revisão sistemática da literatura sobre toxinas vegetais, botânica forense e práticas forenses em teatro de operações, complementada com princípios de ciência operacional militar. Foram priorizadas soluções aplicáveis campo de batalha: métodos morfológicos simplificados, kits de triagem química de point-of-care, painéis de qPCR rápidos e fluxos de cadeia de custódia adaptados a ambientes inseguros.
Resultados: Identificaram-se abordagens que conciliam rigor forense e exigências táticas: protocolos de amostragem rápida, uso combinado de análises in situ (testes portáteis e imunocromatográficos) e envio de amostras críticas para laboratórios de referência, integração de dados genéticos com informação geoespacial para inferir proveniência e procedimentos de cadeia de custódia flexíveis que preservam admissibilidade jurídica sem comprometer a segurança.
Discussão e Conclusões: No contexto do campo de batalha, a botânica forense pode transformar vestígios vegetais em informação estratégica, reduzindo a janela de incerteza e contrariando a negação plausível. Para tal, são necessários investimentos em sensores portáteis, formação interagências-militares, protocolos adaptados a ambientes hostis e mecanismos de partilha rápida de dados entre forças e laboratórios civis. Estas medidas aumentam a capacidade de resposta e promovem a credibilidade da atribuição em operações híbridas onde as toxinas vegetais são empregues.
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